Se você achou que o gato mais famoso do mundo ficaria fora do mundo do terror, está totalmente enganado. Jim Davis também conseguiu levar Garfield para territórios bem mais estranhos do que a velha rotina de lasanha, segunda-feira e preguiça. Quer ver?
QUANDO GARFIELD DEIXA DE SER ENGRAÇADO
O interessante nessa história é justamente o contraste. Garfield é um personagem associado à comédia cotidiana, mas Jim Davis já explorou situações muito mais sombrias e inquietantes em materiais oficiais do personagem.
Uma das sequências mais conhecidas é a de Halloween publicada em 1989, na qual Garfield aparece diante de uma situação estranhamente solitária e perturbadora. A sequência ganhou fama na internet justamente porque parece quebrar as regras normais da tira: o humor praticamente desaparece e a sensação de abandono toma conta da história.
O mais curioso é que o episódio não precisa de monstros, sangue ou uma criatura sobrenatural para causar desconforto. O medo nasce da possibilidade de que alguma coisa fundamental tenha desaparecido — e de Garfield estar completamente sozinho diante disso.
NÃO É UM “QUADRINHO PERDIDO” NO SENTIDO LITERAL.
A expressão combina com a atmosfera do post antigo, mas a história sombria de Garfield que circula na internet não é uma publicação secreta ou desaparecida. A sequência de Halloween de 1989 é conhecida e já foi discutida publicamente por seu próprio criador.
Em 2006, Jim Davis explicou que a sequência foi pensada para ser realmente assustadora, em vez de apenas uma história temática de Halloween. Segundo o relato de uma conversa com Davis, ele havia perguntado a pessoas conhecidas o que realmente as assustava, e a resposta recorrente foi a ideia de estar sozinho ou morrer sozinho.
Isso muda bastante a maneira de olhar para a tira. O terror não está necessariamente em descobrir que Garfield morreu, como algumas interpretações espalhadas pela internet sugeriram. O que Davis pretendia explorar era algo muito mais simples — e talvez por isso mesmo mais perturbador: a solidão.
É esse tipo de estranheza que faz uma tirinha aparentemente inocente permanecer na memória muito depois de a piada terminar.
ÀS VEZES, O QUE ASSUSTA NÃO É O QUE APARECE.
É O QUE DEVERIA ESTAR ALI — E NÃO ESTÁ.
NOTA EDITORIAL: O conteúdo foi reconstruído a partir da publicação original do Quero Medo. A expressão “quadrinho perdido” foi preservada como identidade histórica do post, mas a contextualização evita apresentar como fato uma história de “quadrinho secreto” ou “perdido” quando existem registros públicos da obra e de sua origem.
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Amo o Garfield, mas esse quadrinho e meio estranho, neh??
ResponderExcluirPois é! Esse é o lado negro do Garfield...Bem legal não é? Meio perturbador. Abraços
ExcluirE vdd muuuito perturbador!!!
ResponderExcluirWow...
ResponderExcluirEsse episódio foi medonho!!!
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