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SIHUANABA - LENDA URBANA

Olá amantes do terror como vão?

Espero que ótimos!

Depois de um tempo ausente o blog volta agora com força total! E para agradar o ânimo dos e-mails quentes (para não dizer violentos) que estamos recebendo vamos para uma postagem de arrepiar os pêlos mais escondidos  (Vocês entenderam não é mesmo? ), então vamos lá!




Imagine... 

Apenas imagine... 

Caro Leitor - Imagine...

Você... Aquele tipo de homem festeiro, daqueles que não dipensa uma bagunça, ama a noite, as mulheres e o orvalho. Boemia é a sua vida e tudo aquilo que você quer é ser feliz e ter prazer. Custe o que custar, nada, nem ninguém importa além de você e seus desejos.





Como todas as noites, esta não seria diferente e você após saciar-se dos vícios e prazeres da carne, caminha solitário rumo a sua velha casa para novamente enganar a pobrezinha e linda esposa que desamparada chora a a sua espera. Mas, como sempre, você não se importa, embora ela ainda tenha belos seios e um largo quadril.

Ainda sorrindo com a bela imagem em mente. 

Assusta-se...

Em frente, na suja estrada de chão que liga a velha fazenda onde mora encontra-se uma mulher, seu vestido branco mistura-se com a a cor da terra, de costas suas curvas destacam-se prazerosas e magnéticas, seus longos cabelos negros dividem-se com o vento evidenciando um busto abundante e provocante. De costas ela murmura: Me ajude, por favor, me ajude...




Você, como se tivesse ganhado na loteria, abre um gigantesco sorriso, apruma o paletó, limpa a poeira da calça, com a mão joga para o lado os cabelos cebosos e se aproxima suave e sorrateiro. 

Com malicia, abraça a mulher ainda sem ver seu rosto e diz "tenha calma estou aqui, fique calma..."

"Me ajude, Meeee AAAAjudeeeeeeeeerrr"

Ela vira-se repentinamente, não há rosto humano, somente uma face parecida como  a de um cavalo, toda deformada, sangrando, com dentes negros e uma saliva apodrecida que por vezes espirrava-lhe na boca provocando nauseas. Aquela grande boca suja abriu-se com impeto, os dentes apontaram-se firmemente para sua garganta. Você nunca mais acordou...




Não que tenha morrido. Não, não.





Simplesmente você nunca mais será você. Tornou-se um senil que vagará eternamente pelo mundo, perdido. Não poderá mais reconhecer quem ama ou mesmo a si próprio. Você não está morto, você simplesmente não existe mais...

E assim.. 





Você acabou de conhecer (da pior maneira) a lenda de SIHUANABA um personagem extremamente assustador do folclore antigo da américa Central. Tão antigo que a verdadeira origem da criatura perdeu-se no tempo e não encontra-se qualquer fonte que delimite isso. 

Quem, ou o que seria SIHUANABA?

A América Central como todos sabemos, possui ótimas lendas folclóricas repleta de criaturas horripilantes e sombrias sendo a lenda de Sihuanaba uma das melhores delas. 

A lenda trata-se da história de uma mulher extremamente atraente geralmente vestida de branco que é encontrada em estradas, matas, mas preferencialmente em locais com muita água, como riachos cachoeiras e lagos.


Não se sabe exatamente a origem, mas algumas informações inerentes a lenda referem-se que ela surgiu quando uma mulher enlouqueceu após descobrir a traição do marido/namorado, então desesperadamente resolveu executar rituais pagões para se vingar. Pediu aos demônios para que o homem que a havia feito sofrer deixasse de existir com muita dor. 

Segundo a lenda ela foi atendida, mas como tudo tem um preço, ainda mais com demônios, eles a amaldiçoaram a vagar pela terra pela eternidade com seu rosto transformado na face apodrecida de um  cavalo ou por vezes como um crânio repleto de vermes e podridão.

Em todos os avistamentos ela é descrita como uma linda mulher, com curvas acentuadas e uma voz triste e doce que solicita ajuda para aproximar a vítima. Sempre é avistada de costas, para esconder a face e conseguir atrair  o próximo infeliz que sofrerá consequências inevitáveis por toda a vida, ou morrerá na hora. 





Tudo depende da vontade dela, porque, sorte mesmo; não existe em nenhuma das duas opções.

Muitas vezes ela se disfarça como esposa/namorada da vítima, atraindo-o sensualmente para algum lugar um pouco distante e logo revela-se a criatura horrenda que é, matando ou enlouquecendo o pobre homem selecionado. 

Se aproximar-se demais o fim é eminente! Não existe maneira de fugir! O golpe será certeiro e mortal!

Contudo se você for surprendido pela situação e conseguir não aproximar-se tem duas coisas que pode fazer para evitar a SIHUANABA: 

1- Direcionar um cricifixo benzido em direção a criatura.

2- Morder um facão de ferro. ( É isto mesmo! Agora o porque disto ou ainda como descobriram isto, não me perguntem).

Ainda não acabou...

Imagine...

Caro leitor; apenas imagine...




Carlinhos é um garoto de apenas oito anos que vive só com os avós, pois seus pais morreram em um  trágico acidente. Carlinhos ainda lembra de seus pais. Ele os amava muito.

Lembra da voz bondosa de seu pai, os cabelos louros e amáveis de sua mãe, o rosto e delicado de sua mãe não fogem de sua memória. 

Ele chora sempre, escondido, todos os dias.

E ali está Carlinhos, brincando sózinho com bolinhas de gude frente a casa de seus avós. A dor da saudade aperta-lhe o peito, mas ele controla-se...

Ele brinca e chora, ele brinca e ele chora, até...

"Carlinhos sou eu"

Ele olha para cima e ali está sua mãe, linda como sempre, com  a mão estendida.

"Venha Carlinhos, vim te buscar"

Ele agarra a mão da mãe e a segue pela mata frente a velha casa.

"Venha, meu filho vou te levar"





Próximo ao pequeno córrego ela para por algum tempo sem olhar para a criança.

"Mamãe? Onde vam..."

Essa foi a última frase de Carlinhos. Ele jamais será encontrado, talvez tenha morrido. Talvez esteja vagando, louco, pelo mundo até hoje. Nunca saberemos.

Sim, nobre leitor!

Essa entidade lendária também desaparecia com crianças, geralmente orfãos. Ela geralmente se disfarça da falecida mãe e desaparece com as crianças, algumas são encontradas mortas, já outras vagam pelo mundo em plena loucura, sem jamais conseguirem encontrar seu lar, ou alguém que o ame. Um sofrimento eterno.




É bem macabro! Não acham?

Sim e muitos relatos de avistamentos de SIHUANABA acontecem pelo mundo, principalmente perto de regiões com muita água, portanto amigos leitores...

Muito cuidado;

Se você acreditar, claro. Afinal essa é só mais uma lenda urbana.

Um grande abraço a todos!








O HOMEM DA CAPA PRETA

Olá amantes do terror, como vão?

Espero que ótimos!

Hoje o assunto é sobrenatural!




O Mistério do Homem da Capa Preta.

Quem é esse personagem tão assustador e intrigante que provoca até hoje grande apreciação àqueles que gostam  e estudam a paranormalidade e seus eventos? 

Quem será este ser que consegue manter a reputação de aparição antiga e global por tanto tempo e em quase todos os países? São poucas as entidades que possuem esta característica, isto realmente é um fato que eleva ainda mais a reputação sobrenatural desta assombrosa entidade.





Esses tipos de aparições de repercussão Global são as mais confiáveis, pois traduzem de certa forma a realidade e trazem um pouco mais de confiança ao verídico; são as lendas tornando-se reais! Elas não ocorrem em um único lugar, em uma única sociedade, ou com uma limitada gama de  pessoas. São gerais e homogêneas alastrando-se por todas as partes do globo. Fortalecendo assim sua existência e engrandecendo os personagens, neste caso, quase tornando realidade o O misterioso Homem da Capa Preta por séculos através dos avistamentos e relatos diversos.

Não é o máximo?  Uma quase concretização de uma suposta lenda, através de relatos e aparições.

Claro que é!

Bom... Mas vamos ao que interessa: Quem é, ou o que seria a entidade conhecida como Homem da Capa Preta?




Sempre relatado, após os avistamentos, como um um homem alto (muitas vezes, muito alto), forte e trajado com um grande impecável chapéu ou capuz preto e uma longa e formosa capa negra. Muitas vezes também pode ser visto com uma brilhante e sedosa camisa vermelha, que ao contrastar com a capa preta os relatos exprimem parecer com "um mar de sangue envolto as trevas" o que torna o personagem ainda mais sinistro. Os relatos são sempre o máximo, não é mesmo? Leiam vários relatos na web clicando AQUI. Espero que vocês deixem também seus relatos nos comentários logo abaixo, estamos aguardando ansiosos para lê-los. 

Voltando para nossa estrela do dia, o homem da capa preta esta presente em algumas religiões, cultura pagã e simbolistas:

Para a maioria das religiões tradicionais é culturalmente conhecido como um ser das trevas, ou mesmo o próprio demônio e que deve ser, se avistado, evitado a todo custo pois o contato direto com a entidade só pode produzir àqueles que os vêm infelicidade, possessões, morte ou acidente eminente.





Para algumas doutrinas é considerado um espirito antigo, bondoso ou em missão, que trabalha constantemente para transformar a escuridão em luz. Utiliza o complexo paradoxo para atrair e se aproximar de criaturas das trevas que estão entre os vivos ou entre os mortos, tornando-se simpático a eles e produzindo através desta alegoria psicológica e física uma atração na infeliz alma que inevitavelmente dirige-se para a salvação da luz. Deste  modo ao conseguir o feito mostra-se realmente como é; brilhando de forma estrondosa paralisando de alegria a nova alma modificada.

Na cultura africana e portuguesa é encontrado como um ser ligado aos cultos antigos, alguns já extintos da África, cultos que originaram religiões africanas hoje tão conhecidas no Brasil e no mundo. Nestas a figura do homem da capa preta tem a sua representação como o ser que é atraído para realizar tarefas quase impossíveis tanto para o bem, quanto para o mau. Sempre solicitando algo em troca.




Na literatura antiga pagã o homem da capa preta é interpretado ou mesclado com os homens-sombra (que certamente o QUERO MEDO logo fará uma postagem), esses são seres que se movem pela escuridão ou pelas sombras do mundo (físicas ou psicológicas) conduzindo a morte por entre os vivos e guiando os mortos pelos caminhos da tortura até a sua salvação, uma definição mais aproximada com a de um seifador. É ainda classificado como portador das chaves e dos portais que ligam a terra ao céu, inferno e purgatório; além de dimensões distintas que ainda não podem ser compreendidas pelos homens.

São muitas as representações e definições que tentam explicar e definir o homem da capa preta, embora elas difiram em alguns pontos, sempre remetem e complementam esta tão comum aparição de modo a cada vez mais torna-la mais real e comum em todo mundo.

Mas como ele aparece? De qual maneira é visto? Como é relatado?

Em sua maioria é relatado um homem alto com chapéu e capa preta, com algumas variantes que podem ser: camisa vermelha brilhante, ao invés de chapéu; um capuz, ter mais de 2 metros de altura. Algumas descrições o revela como um ser sem face, já outras como um ser de olhar rude ou austero extremamente marcante e tenebroso. 




Sua forma também é relatada diversamente por todo o globo, modificando o homem da capa preta para algumas formas pouco conhecidas, mas muito assustadoras. Entre elas esta a forma de sombra, nessa a entidade é vista como uma sombra somente, difusa como fumaça, quase transparente, geralmente pode ser observado pelo canto dos olhos, na maioria das vezes atraindo seus observadores com  chamados gestuais. Alguns, mais raramente, o relata como um ser desconexo, sem face e sem articulações. Algo que se movimenta como uma serpente, seria uma espécie de slender man com capa e chapéu, poucos que viram dizem nunca terem visto algo mais assustador em suas vidas.





Embora apareça mais fisicamente, pode ser também visto em sonhos que em sua maioria são gigantescamente assustadores e desconexos, relatados como um filme vivido sem ordem cronológica, onde todas as cenas pertencem a um único objetivo: o de criar o caos de forma muito assustadora, outrora servem para distribuir mensagens e previsões para quem sonha.

Embora confundido com entidades boas de algumas religiões ou doutrinas, a maioria dos médiuns aconselham a não invoca-la, pois não há um consenso quanto a sua natureza e muitas vezes pode ser perigoso. Seria como brincar com fogo. Por via das dúvidas, seja esperto: fique longe.




Como descrito o homem da capa preta é uma das  figuras ou entidade sobrenatural mais conhecida do planeta, não se sabe ao certo se é boa ou ruim e pode ser visto de diversas maneiras, o que o transforma numa grande incógnita muito perto de tornar-se real.





A ZONA DO SILÊNCIO

Olá amantes do terror, como vão?

Espero que ótimos!


Vamos ao que interessa!

Vocês sabiam que existe um lugar no mundo chamado de ZONA DO SILÊNCIO

E acreditem, não é nenhum mosteiro budista ou uma zona reclusa da China ou da Índia. Não mesmo!




Esta misteriosa Zona do Silêncio encontra-se na América Central, mais especificamente no México a apenas 400 Km de El Paso. O mais intrigante é que ela encontra-se na mesma latitude 26° e 28° norte e os meridianos 104 ° e 106 ° de longitude oeste: a mesma latitude que o Triângulo das Bermudas  e as pirâmides do Egito.




O planeta está repleto de lugares intrigantes que carregam consigo suas próprias realidades e a Zona do Silêncio é um desses lugares, onde as verdades e resoluções científicas humanas são deixadas de lado, pois as explicações ainda não determinam o meio.

Um lugar sombrio e misterioso que nosso planeta faz questão de não nos deixar compreender.

Até hoje...

A Zona do Silêncio é um local tão confuso e sinistro que ali acontece de tudo. Desde a falta de comunicação com ondas de rádio, TV e celulares até espécimes de tartarugas do deserto deformadas por uma espécie de radiação ainda não estudada.

A fauna e flora local é grosseiramente alterada e única, principalmente a flora com diversos tipos de plantas que só existem ali. Não diferente da geologia local que expõe-se com cristalizações nunca vistas e só presente naquela região.




Tarantulas gigantes, cobras e répteis assustadores são comumente vistos na região e estudados pela comunidade científica mundial.

O quão é primordial salientar o quanto de queda de meteoritos estão atraídos para aquele local, é incrível a quantidade (conforme vídeo abaixo). além dos avistamentos de OVNIS, se não for o maior local do mundo com tais atividades, sem dúvida está perto de ser. Ali as coisas acontecem!

Contudo nada consegue explicar os fatos e a história ligada ao local. História esta repleta de relatos assustadores e confusos, que nos remetem ao menos à reflexão; Seríamos nós reféns de algo maior? Algo que ainda não quer ser visto?

Seria isto?

Só saberemos após cada um  de nós estudarmos os fatos e concluirmos a realidade em si.

E você caro leitor o que acha desses fatos:

1- O início de tudo: A zona do silêncio ganhou alguma notoriedade em 1930, quando Francisco de Sarabia pilotava um avião e ao sobrevoar a região, disse que o seu rádio parou de funcionar juntamente com os instrumentos do avião que ficaram completamente malucos.

 O caso de Francisco, foi muito semelhante ao de pessoas que viveram panes na área do triângulo das Bermudas. Uma investigação mais aprofundada foi solicitada pelo governo local. Foi concluído que tudo ocorreu devido aos poderosos campos magnéticos da região. Fato que chocou a comunidade científica regional; impondo assim notoriedade mundial. E nestas características nasce (ou se redescobre) a misteriosa Zona do Silêncio!

Um laudo tecno-científico decidiu que o ambiente modificou a física local. Era algo inédito que merecia atenção e mais estudos, mas sabemos que os Jalecos Brancos não se contentariam com um só fato e trataria tudo como acaso ou fato isolado.

A Zona do Silêncio embora carregue esse nome nunca calou-se e muitos fatos vieram a seguir comprovando que o local é uma grande zona de fatos que fogem da atual compreensão humana.

Caro leitor......

Quando você adentra na Zona do Silêncio as coisas mudam; seu celular para de funcionar, seu notebook, ipad ou qualquer coisa que tenhas em mãos. Até a velha bússola magnética em horas te deixará perdido. Nada ali existe além do silêncio e da razão.

É você  por você!




Vejam os casos:

2- No dia 11 de julho de 1978, a força aérea americana lançou um míssil de testes, na base de Utah. O míssil estava destinado a atingir um alvo numa área de testes militares do Novo México, porém, sem aviso, o míssil alterou brutalmente sua trajetória e explodiu na zona do silêncio.

O misterioso defeito levantou questionamentos se ele teria sido “puxado” para aquele local por uma força ainda desconhecida.

3- Uma família que mora nas redondezas do deserto, afirma que recebe visitas regulares de por um trio misterioso de pessoas que eles sabem não ser da Terra.

Esses estranhos visitantes só pedem água, nunca aceitaram comida. Uma vez, o fazendeiro lhes perguntou de onde vinham. Então os três apontaram para o céu e disseram: – “De cima”.

4- Em 13 de outubro de 1975, Ernesto e Josefina Diaz entraram no Zona de Silêncio em busca de rochas raras e fósseis marinhos, que podem ser encontrados com relativa abundância na região. Eles estavam usando uma picape. Enquanto faziam a atividade, eles notaram que uma tempestade do deserto estava vindo em direção a escavação. Colocaram as malas no veículo e saíram em disparada, mas não foram rápidos o suficiente para evitar a tempestade. O veículo atolou.

Enquanto o casal se esforçava para tirar o carro da lama, duas figuras se aproximaram deles, acenando em meio à tempestade de chuva torrencial. Eram dois homens extremamente altos com capas de chuva amarelas e bonés, que ofereceram assistência para ajudá-los. Os homens instruíram o casal encharcado a entrar na picape, enquanto eles empurravam. Ao sair do buraco e ir para o terreno mais firme, o marido saiu da caminhonete para agradecer aos dois homens, eles tinham sumido....

5- Outro caso estranho ocorreu no mês de novembro de 1978, quando o jornalista Luis Ramirez Reyes visitou a Zona de Silêncio como parte de uma equipe de reportagem designado para cobrir uma história sobre as propriedades bizarras do local. Empolgados, eles escolheram ir à frente da equipe principal. 

De repente, ele percebeu que havia três homens andando à sua frente, vindo na direção deles. Esperando que esses homens pudessem ser capazes de apontar na direção certa, o jornalista disse para seu companheiro, que estava fazendo a condução, para diminuir para falar com eles. No entanto, ele se assustou quando o motorista passou por eles, como se não tivesse visto. Mais a frente, ele se espantou, pois ali estavam eles novamente.

 Desta vez, ele ordenou o fotógrafo que jurava não estar vendo ninguém a parar o carro. Ramirez desceu do veículo, onde teve chance de falar com os três e perguntou se tinham visto um outro veículo como o deles na área. Eles disseram que não, mas indicaram corretamente o local que o jornalista estava buscando.

Muitos são os casos, muitos são os acontecimentos sem explicação, grandes são as teorias de que ali na ZONA DO SILÊNCIO é o lugar hoje onde haja mais comunicação com OVNIS. O local onde nosso planeta resolveu dispor de tempo para nos mostrar aonde devemos ir se quisermos algumas respostas. 

Você ignora ou faz alguma coisa?

Seguem alguns filmes em Espanhol! Para suprir as dúvidas.










CONTOS DOS LEITORES (TRÊS CONTOS POÉTICOS E DOIS CONTOS)


Olá amantes do terror como vão?

Espero que ótimos!

Neste site o leitor sempre tem espaço! E agora chegou a hora de contos.

Contos enviados por vocês! É o publico criando o medo!

Isso é QUEROMEDO.

Qual amante do terror que não adora contos de terror?

Já sabemos a resposta, não é mesmo?

Só uma ressalva: O último conto foi eu quem escrevi ha alguns anos. Espero que gostem!

Estamos recebendo muitos contos, mas infelizmente não tem como publicar tudo de uma vez. Entretanto fiquem tranquilos que vamos aumentar a quantidade de postagens para que todos possam participar.

Caso queira participar envie seu relato ou conto para queromedo@gmail.com

E até breve com novas postagens.


MEUS SONHOS




Enfim o sábado chegou, finalmente posso relaxar depois de uma semana tão difícil, eu só quero dormir até tarde, ficar jogado no sofá comendo porcarias e assistindo alguns filmes.

Aaaah... Não tem nada melhor do que isso... Só espero não ter aquele maldito pesadelo outra vez, MERDA!  Já vai para sete dias que não sei oque é dormir, se eu tiver o mesmo sonho outra vez,  vou enlouquecer!  Mas não vai acontecer de novo, eu sei disso!




Então resolvi  tomar um banho, antes coloquei uma musica bem alta mas logo tive que abaixar,  essa é a parte chata de morar em apartamento, mas fazer oque. Saindo do banho, coloquei uma roupa qualquer para ir ao mercado,  chegando lá peguei refrigerantes, salgadinhos e doces e passando pelo caixa  senti um desconforto, tive a sensação que todos estavam olhando para mim, comecei a rir, logo que sai do mercado, devo estar ficando maluco ... mais... depois  daqueles sonhos HAHAHA. No caminho para casa passei em uma locadora, resolvi pegar só filmes de comédia, ahhh, esse sim era um final de semana perfeito!  Ainda na locadora, veio a mesma sensação de alguém me encarando, mas dessa vez era só um bebe,  sorri para a criança, ignorei e fui embora.

Cheguei  em casa, coloquei o filme, roupas confortáveis e me joguei no sofá, a parte boa de assistir filmes de comédia, é que você esquece de tudo, depois de alguns filmes e porcarias, já estava cansado e decidi dormir. Quando olhei no relógio...  PORRA! Eram  4:02 da manhã. Nossa como a hora passou  rápido, desliguei a TV e fui para meu quarto, amanhã eu arrumo a sala...

Abri a porta do meu quarto e fiquei paralisado. Meu corpo inteiro começou arrepiar, MEU DEUS, esta acontecendo de novo. Entrei em um quarto com paredes rosa, bonecas e palhaços pendurados na parede, mas dessa vez tinha algo a mais, um berço bem no meio do quarto.

Um berço branco, com algumas coisas escritas em preto, eu consegui ler, "i'll always be here for you" ( sempre estarei aqui por você ).

Meu medo era tanto, que eu sentia meu corpo inteiro doendo com os arrepios, então um daqueles malditos brinquedos que ficam em cima do berço, começou a tocar uma canção de ninar.

Eu gritei: AAAAAAAAHH! O que era isso? Porque estão  acontecendo essas coisas comigo? Depois disso comecei a escutar uma risada, PORRA! Tinha uma criança dentro daquele berço macabro. Comecei andar em direção ao berço, quanto mais eu me aproximava, mais alta era a risada, nunca foi tão difícil dar dois ou três passos. Cheguei  perto do berço, estava com muito medo de olhar, mas eu precisava saber oque tinha ali.

Quando olhei a risada parou, tinha um pedaço de papel manchado de sangue, e nele estava escrito "stay here with me" (fique aqui comigo) quando terminei de ler, a risada voltou mais forte do que antes. Estava atrás de mim, eu precisava sair daquele quarto. Me virei rápido para correr, mas meu cérebro parou de funcionar quando vi aquela criança parada na porta.

Tinha um vestido preto e longo, ela segurava um ursinho de pelúcia, mas ele estava todo sujo de sangue, as unhas dela também. Ela era pálida, cabelos curtos. Olhos grandes e redondos, olhos muito grandes e sem pálpebras, e aquele sorriso macabro, dentes escuros e pontudos. A boca e os olhos dela eram muito grandes e para o resto do rosto.   Tinha um olhar de prazer, Como se eu fosse um brinquedo, e não parava de rir, eu precisava passar por ela para sair do quarto, mas eu não conseguia nem me mexer, seria impossível.

Ela esticou os braços e começou andar em minha direção enquanto ria sem parar. eu não conseguia me mexer. Aquilo não era um sonho, eu estava indo para o quarto. Oque esta acontecendo? Ela esta chegando perto, não tem mais oque fazer. 

Acordei quando ela estava a 30 centímetros de mim. Fiquei aliviado, mas ao mesmo tempo eu não conseguia me mexer de tanto medo, meu corpo não parava de tremer, olhei para o relógio e ainda eram só 4:50 da manhã. Fiquei imóvel no sofá até a luz do sol clarear a sala, eu mal conseguia olhar para os lados de tanto medo.

Não conseguia tirar o rosto daquela menina da cabeça, sua boca e seus olhos eram tão grandes. Aquelas mãos cheias de sangue e também aquela risada... Eu estava muito cansado, mas não queria nem tentar dormir por medo desse sonho, eu precisava de ajuda.

Depois que vi a luz do sol, troquei de roupa e sai de casa para tentar ocupar minha cabeça. Andei bastante, passei na casa de uns amigos e fomos para o cinema, depois nos divertimos  bastante, e acabei me esquecendo do pesadelo . Eu cheguei tao cansado em casa que só tomei um banho e apaguei.

Acordei super bem, me arrumei e fui para o trabalho. Aaah... estou tao feliz por não ter tido aquele sonho que nada vai tirar meu animo hoje. Cheguei ao escritório e achei muito estranho a princípio, estava todo mundo muito quieto, fui para minha mesa sorrindo e pensando: o chefe deve estar bravo.

Sentei em minha mesa e comecei meus relatórios, aquele silêncio ja estava começando me deixar inquieto então decido perguntar para o colega da mesa ao lado o porquê do silencio e quando me virei, comecei a ouvir um barulho, mas não dava pra entender o que era então fui atrás desse barulho, no caminho perguntei a uma colega se ela também estava ouvindo...ela não respondeu... dei alguns passos e comecei reconhecer, isso não pode estar acontecendo, PORRA estou acordado! Era a mesma canção de ninar daquele quarto maldito. 

Eu me virei e comecei correr para fora do escritório e a musica ia aumentando a cada passo, abri a porta de saída e vi tudo rosa mais uma vez, estou acordado! Isso não é real! Comecei ouvir aquela risada e estava ficando mais alta a cada segundo. O berço estava no meio do quarto, mas eu sabia que ela não estava lá, a risada vinha de fora do quarto, olhei dentro do berço e vi um gato morto deitado no colo do ursinho de pelúcia que aquela menina segurava. Fui correr para fora do quarto e a porta se fechou, nisso eu acordei.

Eu estava deitado na minha cama com a roupa do trabalho e com as mãos sujas de sangue, entrei em panico. Peguei meu carro e fui para casa dos meus pais, esqueci emprego, amigos, vida. Eu precisava de paz.

Meus pais moravam em uma fazenda, nada melhor pra relaxar e colocar a cabeça no lugar. Chegando lá, fui recebido com muito carinho, preparamos um churrasco, apenas eu e meus pais. Foi um dia perfeito, colocamos o papo em dia, fazia meses que não via meus velhos. 

Na hora de dormir foi um problema, expliquei para minha mãe oque estava acontecendo, ela disse que ia ficar tudo bem porque era só estres do trabalho, mesmo assim eu fui para o quarto com medo. Tive uma ótima noite de sono, acordei com café na cama e tudo q tinha direito, e assim foram os próximos seis dias, tudo uma maravilha.

Domingo à tarde, preciso voltar pra cidade e dar uma boa desculpa para meu sumiço no trampo. Conversando com meus pais acabei me esquecendo da hora, eles insistiram muito pra eu posar lá, mais me despedi e peguei a estrada... Já era muito tarde e com medo de dormir fui direto para o trabalho. Acabei cochilando dentro do carro.

 Acordei assustado com o sol no rosto, meio amarrotado fui logo dar uma explicação para meu chefe, contei que não estava bem e precisava de um tempo, ele me deu uma bronca, mais disse que entendia e me mandou ir atrás do tempo perdido, tive um dia cansativo e muito bom, conversei bastante e dei muitas risadas, só que não tirava aquela menina da cabeça mais eu sabia que não teria mais aqueles sonhos de novo, eu estava muito bem, tinha tirado uns dias de folga e agora estava tudo bem... tudo bem...


Aleluia, hora de ir para casa descansar... Já estava com saudade da minha casa e do emprego. Entrei no prédio e fui para meu apartamento, procurando as chaves para abrir a porta, quando escutei o choro de uma criança, eu fiquei paralisado na hora, nisso minha vizinha me chamou, quem estava chorando era o filho dela... Ela me perguntou se eu não tinha visto o gatinho dele, já estava sumido há uma semana. Na hora fiquei tão aliviado, disse que estava viajando, mais ela me olhava de uma forma tão estranha... Entrei no meu apartamento, joguei minha bolsa cheia de roupas no sofá e fui tomar uma água, minha boca estava seca depois de um susto desses, mas eu estava sorrindo... Pensei em como estava sendo bobo com tudo aquilo. Coloquei a garrafa de água na mesa... Uma sensação estranha... Fui pegar a bolsa do sofá para arrumar a roupa, quando chego na sala,  vejo um ursinho de pelúcia todo sujo de sangue em cima da minha bolsa e escuto uma risada baixinha vinda do meu quarto...

Danielle Q. Stanley

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Segue três contos poéticos

OS TRÊS IRMÃOS

Ao entrar no apartamento
De prontidão sentiu-se o cheiro
O cheiro de um anjo
Que passara pela manhã.

Ao entrar no apartamento
De prontidão sentiu-se o cheiro
De um anjo negro
Cheiro do anjo da morte.

Sobre o tapete envolto em sangue
Na mão do anjo um irmão pegou
Abandonou a vida de outrora
Por causa apenas de um ex amor.

Da janela do apartamento
Outro irmão se jogou
E sobre os braços do anjo
Enfim o irmão repousou
Conseqüência da perda do ócio
Que até aquele dia o sustentou.





Pendurado pela gravata
No portal principal
Jazia o ultimo irmão.
Com a cadeira de mogno que o sustentou
Por alguns segundos até que se calou
Sob os pés.

Amassado em sua boca estava o exame
Que comprovava a causa
De todo esse vexame.
O câncer que o consumia – aviso prévio do anjo
O fez se antecipar
E sobre as costas do anjo
Resolveu se amontoar.

Embaixo da cama no quarto principal
Dormia o espírito, o espírito mau
Que após cumprir seu legado
Só restava dizer aos seus irmãos
O seu mais singelo “tchau”.

Winner Furtado.

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A MÁQUINA

“Somos apenas uma máquina.
Apenas uma máquina programada.
Uma máquina programada para morrer.
Desligar-se.”
Esse era o único pensamento
Pensamento único que ecoava
Na oca mente de um velho jovem.
Velho de alma, porém liso, de pele macia.
Esse era o único pensamento que ecoava
Durante dias e noites mal dormidas
Mal vividas.
Vivia à sua maneira
Usufruindo dos cânceres
Cânceres criados por seus irmãos
Seus irmãos humanos
Que não lhe davam a mínima atenção.
Vivia usufruindo dos cânceres
E ecoando o único pensamento.
Vida nada saudável e
Que acarretaria nos próximos tristes fatos.
Num dia incomum após seu stand by
A maquina fora ativada mais uma vez
Quase que contra sua vontade.
Nesse dia atípico
Ao olhar-se no espelho
Viu sobre sua cabeça
Um fantasmagórico relógio vermelho.
Relógio que retrocedia.
Para sua surpresa, estava perto do fim.
Pegou a sua faca e saiu por aí.
Como era de se esperar, via flutuando
Sobre a cabeça dos irmãos humanos
Pesadamente o mesmo relógio.
Sentindo uma profunda excitação
Saiu dançando
Brincando de degolar.
Zerando outros relógios sentiu-se bem
Banhado de sangue e feliz
Resolveu repousar.
Repouso feliz e infinito
A máquina decidira se desligar.

Winner Furtado.

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CLARISSE

Clarisse é uma menina nova
Que já fuma cigarros e outras coisas
E apesar de nova ser
Não procura e nem tenta esconder
Suas rugas feitas de tanto aprender
Aprender da vida, aprender da morte
E outras peripécias mais.

Clarisse um dia conheceu um cara
Um cara jovem e canalha
Belo e dos olhos d’água
E Clarisse enfim se apaixonou
Não fora longo o tempo de esperar
e logo Clarisse chorou.

Andou até o porão
E no centro do pentagrama Clarisse se sentou
Evocou alguns demônios
E até o sangue ela doou
Para Matar quem a matou
Naquele tempo em que sonhou
Saber como devia ser vivida a vida
Dividida no tempo em que gastou
Com quem tanto ela gostou.

Clarisse é uma menina nova
Que já fuma cigarros e outras coisas,
E apesar de nova ser
Clarisse já matou.
Matou o amor e o seu coração
Matou o amor e nem pediu o seu perdão.

E no corpo ela pintou
Com gestos doces e com ternura
A frase que logo amou:
“Tudo está fluindo”
E logo depois ela pensou
Pensou, pensou e repensou
“Quem será que sou
Nessa leve brisa que é a vida?”





Logo depois Clarisse se banhou
Com sangue novo, novo como Clarisse
Que apesar de nova já matou.

Winner Furtado.







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 EMBAIXO DA CAMA




Com os gritos, não foi só eu a acordar, mas toda casa. Meus pais, numa ânsia defensiva e humana, em poucos segundos já estavam ao lado da cama do meu irmão, cama esta que sempre vislumbrei ao lado da minha. Ele se debatia violentamente contra o colchão enquanto suas mão cerravam-lhe os olhos. Aos poucos, por um forte abraço materno, fora se acalmando e, logo, entre soluços, relatava o motivo daquele escândalo devastador:

"Embaixo da cama do João mãe, ele..., tem... olhos azuis, falou no meu ouvido com uma voz de monstro que.. mataria meu irmão, que ele o queria... então apertou meu braço, está ardendo muito." (A mãe olhou não havia marca alguma).





Meus pais se entre-olharam e com uma afirmação suave disseram quase simultaneamente:  "Bem querido, foi só um pesadelo". Entre protestos e pedidos de Gerson (Meu irmão) ainda, antes de saírem, tiveram que olhar por debaixo da minha cama (Não havia nada além de cuecas e meias sujas, estas provedoras imediatas de uma repreensão direta de minha mãe). Sob último pedido, a luz do corredor ficara acesa e, a porta do quarto entreaberta. Meus pais se despediram de Gerson de forma tranquilizadora e, minha mãe, antes de retirar-se por completo; disse à mim: 
"Amanhã quero tudo limpo João" Um simples "Sim, Senhora" finalizou o diálogo. 

Eu tenho apenas doze anos, Gerson, quatorze, portanto três fatores me incomodavam: Primeiro: Por que havia de ser embaixo da minha cama?. Segundo: Por que o monstro do pesadelo inútil do Gerson queria matar-me e não a ele? ( Digamos; fato incomum em sonhos). Terceiro: Sendo eu mais novo, jamais me comportaria daquele modo, como Gerson era infantil. Aliás, na escola quem anda brigando por ele sou eu. Bem, como sempre diz minha mãe; acredito que ele seja mais sensível. Ah! e quarto: Amanhã teria de limpar debaixo da cama, este era o menor dos problemas, mas com certeza incomodava.

Entre estes pensamentos, percebi que Gerson ainda soluçava um choro contido.  Tentei acalmar-lhe; explicando o que meus pais, há pouco, haviam explicado. O efeito foi gradativo e aos poucos foi acalmando-se até adormecer, mas não sem antes dizer, com voz sonolenta e disforme, algo que me gelou a espinha e me fez arrepiar: "Entre o dormir e o sonhar, vou te pegar".  

Acordei cansado, meus olhos pesavam um sono contido. A cama de Gerson estava perfeitamente arrumada; este já levantara. Da janela entre as frestas do metal furado escorria a luz serena do sol matinal. Calcei o chinelo e devagar caminhei para a cozinha no percalço de um bom café-da-manhã. 

Minha mãe encontrava-se frente ao fogão, fritava algo, talvez um ovo, mas não pude reconhecer pelo cheiro. "Bom dia mãe" . "Já arrumou debaixo da cama como prometeu João?" a resposta veio seca e imediata. Ela deve estar muito brava(Pensei), droga Gerson, droga de sonho. "Não, mas já vou". "Ótimo, vá arrumar e depois você come". "Tá" Disse eu em desânimo - "Onde está o Gerson?" Complementei. 

"Ocupado" Foi a resposta.

Arrumei a cama rapidamente, sem muito enfeitar, o que no final mostrou-se um trabalho muito diferente da arrumação de Gerson, contudo não cem por cento desarrumada. Bastava agora arrumar debaixo, recolher as meias, as cuecas e sabe lá mais o que. Indefinidamente um pequeno receio veio-me à mente, os gritos e o medo de meu irmão expressos na noite anterior transmitiam-me um temor involuntário em abaixar e olhar. Sem dúvida embaixo da cama é um lugar horripilante, não foi ao acaso que Gerson teve aquele pesadelo.  Tudo poderia esconder-se ali, era um lugar pouco visitado, escuro e sujo.

Contudo a limpeza tinha de ser feita, senão, não haveria café. Abaixei lentamente ainda ouvindo na mente os gritos de Gerson na noite anterior. Não consegui. Meu coração pulsava num ritmo desordenado. Mais duas tentativas seguiram, até que de súbito caí de joelhos prostrando a cabeça entre o colchão e o chão.

Tudo era muito escuro ali, algumas peças de roupa brancas destacavam-se meio à poeira antiga. Aos poucos e quase sem olhar fui retirando peça por peça; abria os olhos, fazia mira, fechava-os e, aplicava o golpe certeiro recolhendo-a. Num desses arremessos agarrei algo duro, possivelmente um sapato, instintivamente o larguei recolhendo-me para longe da cama. Mas não poderia parar ali, e aos poucos retomei a coragem. Mirei no sapato e, com toda força lancei-me em direção ' a presa', puxei com força, mas este parecia estar preso entre a madeira e o chão, forcei ainda mais, mas nada. Sem soltar  decidi abrir os olhos para ver o que se ocorria.

O sapato não estava preso, estava pesado, pois era o sapato de Gerson. E ali estava Gerson embaixo da cama, aos poucos fui subindo o olhar, passando do sapato, ao tornozelo, depois ao joelho, à barriga ,enfim , ao chegar no rosto Gerson aproximou-se de súbito, agarrou-me pelos cabelos  e colou sua face banhada de sangue na minha. Onde deveriam haver os olhos só haviam dois escuros orifícios mesclados de sangue. Tentei fugir, mas era impossível, a força que me segurava era descomunal. Gerson sorriu e suavemente disse exalando seu hálito podre: "Entre o dormir e o sonhar vou..."

Desesperadamente acordei, olhei desesperado procurando Gerson em sua cama, ele não estava ali. Já era manha e, a cama de Gerson, como de costume, estava rigorosamente arrumada. Corri rapidamente para a cozinha, minha mãe, como no sonho fritava alguma coisa no fogão. "Cadê o Gerson?" Perguntei afobado.

Sem notar a pergunta minha mãe virou-se para mim estendendo a frigideira. "Vai querer querido?" . O medo fez-me cair ajoelhado no chão frio da cozinha, pois entre borbulhas de gordura e sangue, encontrava-se, na frigideira, os olhos de Gerson. Minha mãe com um sorriso irreal, disse entre gritos: "Te pegar" "Te pegar".

Acordei num desespero infindo. Ao meu lado meu irmão dormia tranquilo, ainda era noite. A luz do corredor entrava pela porta, iluminando boa parte do recinto. Poucos carros passavam pela rua. O ronco do meu pai no quarto ao lado definia sua presença.

Gradativamente me acalmei, tudo estava em paz, com exceção de um pequeno ruído, suave e doce como o sono inicial, que aos poucos, juntamente enquanto eu adormecia, começou a tornar-se claro e real, dito por uma voz simples e repetitiva; era como pequenos sinos que badalavam no inicio do sono uma pequena frase, agora inofensiva: "Entre o dormir e o sonhar eu vou..."     

J Victor