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CONTOS DOS LEITORES (TRÊS CONTOS POÉTICOS E DOIS CONTOS)


Olá amantes do terror como vão?

Espero que ótimos!

Neste site o leitor sempre tem espaço! E agora chegou a hora de contos.

Contos enviados por vocês! É o publico criando o medo!

Isso é QUEROMEDO.

Qual amante do terror que não adora contos de terror?

Já sabemos a resposta, não é mesmo?

Só uma ressalva: O último conto foi eu quem escrevi ha alguns anos. Espero que gostem!

Estamos recebendo muitos contos, mas infelizmente não tem como publicar tudo de uma vez. Entretanto fiquem tranquilos que vamos aumentar a quantidade de postagens para que todos possam participar.

Caso queira participar envie seu relato ou conto para queromedo@gmail.com

E até breve com novas postagens.


MEUS SONHOS



Enfim o sábado chegou, finalmente posso relaxar depois de uma semana tão difícil, eu só quero dormir até tarde, ficar jogado no sofá comendo porcarias e assistindo alguns filmes.

Aaaah... Não tem nada melhor do que isso... Só espero não ter aquele maldito pesadelo outra vez, MERDA!  Já vai para sete dias que não sei oque é dormir, se eu tiver o mesmo sonho outra vez,  vou enlouquecer!  Mas não vai acontecer de novo, eu sei disso!

Então resolvi  tomar um banho, antes coloquei uma musica bem alta mas logo tive que abaixar,  essa é a parte chata de morar em apartamento, mas fazer oque. Saindo do banho, coloquei uma roupa qualquer para ir ao mercado,  chegando lá peguei refrigerantes, salgadinhos e doces e passando pelo caixa  senti um desconforto, tive a sensação que todos estavam olhando para mim, comecei a rir, logo que sai do mercado, devo estar ficando maluco ... mais... depois  daqueles sonhos HAHAHA. No caminho para casa passei em uma locadora, resolvi pegar só filmes de comédia, ahhh, esse sim era um final de semana perfeito!  Ainda na locadora, veio a mesma sensação de alguém me encarando, mas dessa vez era só um bebe,  sorri para a criança, ignorei e fui embora.

Cheguei  em casa, coloquei o filme, roupas confortáveis e me joguei no sofá, a parte boa de assistir filmes de comédia, é que você esquece de tudo, depois de alguns filmes e porcarias, já estava cansado e decidi dormir. Quando olhei no relógio...  PORRA! Eram  4:02 da manhã. Nossa como a hora passou  rápido, desliguei a TV e fui para meu quarto, amanhã eu arrumo a sala...

Abri a porta do meu quarto e fiquei paralisado. Meu corpo inteiro começou arrepiar, MEU DEUS, esta acontecendo de novo. Entrei em um quarto com paredes rosa, bonecas e palhaços pendurados na parede, mas dessa vez tinha algo a mais, um berço bem no meio do quarto.

Um berço branco, com algumas coisas escritas em preto, eu consegui ler, "i'll always be here for you" ( sempre estarei aqui por você ).

Meu medo era tanto, que eu sentia meu corpo inteiro doendo com os arrepios, então um daqueles malditos brinquedos que ficam em cima do berço, começou a tocar uma canção de ninar.

Eu gritei: AAAAAAAAHH! O que era isso? Porque estão  acontecendo essas coisas comigo? Depois disso comecei a escutar uma risada, PORRA! Tinha uma criança dentro daquele berço macabro. Comecei andar em direção ao berço, quanto mais eu me aproximava, mais alta era a risada, nunca foi tão difícil dar dois ou três passos. Cheguei  perto do berço, estava com muito medo de olhar, mas eu precisava saber oque tinha ali.

Quando olhei a risada parou, tinha um pedaço de papel manchado de sangue, e nele estava escrito "stay here with me" (fique aqui comigo) quando terminei de ler, a risada voltou mais forte do que antes. Estava atrás de mim, eu precisava sair daquele quarto. Me virei rápido para correr, mas meu cérebro parou de funcionar quando vi aquela criança parada na porta.

Tinha um vestido preto e longo, ela segurava um ursinho de pelúcia, mas ele estava todo sujo de sangue, as unhas dela também. Ela era pálida, cabelos curtos. Olhos grandes e redondos, olhos muito grandes e sem pálpebras, e aquele sorriso macabro, dentes escuros e pontudos. A boca e os olhos dela eram muito grandes e para o resto do rosto.   Tinha um olhar de prazer, Como se eu fosse um brinquedo, e não parava de rir, eu precisava passar por ela para sair do quarto, mas eu não conseguia nem me mexer, seria impossível.

Ela esticou os braços e começou andar em minha direção enquanto ria sem parar. eu não conseguia me mexer. Aquilo não era um sonho, eu estava indo para o quarto. Oque esta acontecendo? Ela esta chegando perto, não tem mais oque fazer. 

Acordei quando ela estava a 30 centímetros de mim. Fiquei aliviado, mas ao mesmo tempo eu não conseguia me mexer de tanto medo, meu corpo não parava de tremer, olhei para o relógio e ainda eram só 4:50 da manhã. Fiquei imóvel no sofá até a luz do sol clarear a sala, eu mal conseguia olhar para os lados de tanto medo.

Não conseguia tirar o rosto daquela menina da cabeça, sua boca e seus olhos eram tão grandes. Aquelas mãos cheias de sangue e também aquela risada... Eu estava muito cansado, mas não queria nem tentar dormir por medo desse sonho, eu precisava de ajuda.

Depois que vi a luz do sol, troquei de roupa e sai de casa para tentar ocupar minha cabeça. Andei bastante, passei na casa de uns amigos e fomos para o cinema, depois nos divertimos  bastante, e acabei me esquecendo do pesadelo . Eu cheguei tao cansado em casa que só tomei um banho e apaguei.

Acordei super bem, me arrumei e fui para o trabalho. Aaah... estou tao feliz por não ter tido aquele sonho que nada vai tirar meu animo hoje. Cheguei ao escritório e achei muito estranho a princípio, estava todo mundo muito quieto, fui para minha mesa sorrindo e pensando: o chefe deve estar bravo.

Sentei em minha mesa e comecei meus relatórios, aquele silêncio ja estava começando me deixar inquieto então decido perguntar para o colega da mesa ao lado o porquê do silencio e quando me virei, comecei a ouvir um barulho, mas não dava pra entender o que era então fui atrás desse barulho, no caminho perguntei a uma colega se ela também estava ouvindo...ela não respondeu... dei alguns passos e comecei reconhecer, isso não pode estar acontecendo, PORRA estou acordado! Era a mesma canção de ninar daquele quarto maldito. 

Eu me virei e comecei correr para fora do escritório e a musica ia aumentando a cada passo, abri a porta de saída e vi tudo rosa mais uma vez, estou acordado! Isso não é real! Comecei ouvir aquela risada e estava ficando mais alta a cada segundo. O berço estava no meio do quarto, mas eu sabia que ela não estava lá, a risada vinha de fora do quarto, olhei dentro do berço e vi um gato morto deitado no colo do ursinho de pelúcia que aquela menina segurava. Fui correr para fora do quarto e a porta se fechou, nisso eu acordei.

Eu estava deitado na minha cama com a roupa do trabalho e com as mãos sujas de sangue, entrei em panico. Peguei meu carro e fui para casa dos meus pais, esqueci emprego, amigos, vida. Eu precisava de paz.

Meus pais moravam em uma fazenda, nada melhor pra relaxar e colocar a cabeça no lugar. Chegando lá, fui recebido com muito carinho, preparamos um churrasco, apenas eu e meus pais. Foi um dia perfeito, colocamos o papo em dia, fazia meses que não via meus velhos. 

Na hora de dormir foi um problema, expliquei para minha mãe oque estava acontecendo, ela disse que ia ficar tudo bem porque era só estres do trabalho, mesmo assim eu fui para o quarto com medo. Tive uma ótima noite de sono, acordei com café na cama e tudo q tinha direito, e assim foram os próximos seis dias, tudo uma maravilha.

Domingo à tarde, preciso voltar pra cidade e dar uma boa desculpa para meu sumiço no trampo. Conversando com meus pais acabei me esquecendo da hora, eles insistiram muito pra eu posar lá, mais me despedi e peguei a estrada... Já era muito tarde e com medo de dormir fui direto para o trabalho. Acabei cochilando dentro do carro.

 Acordei assustado com o sol no rosto, meio amarrotado fui logo dar uma explicação para meu chefe, contei que não estava bem e precisava de um tempo, ele me deu uma bronca, mais disse que entendia e me mandou ir atrás do tempo perdido, tive um dia cansativo e muito bom, conversei bastante e dei muitas risadas, só que não tirava aquela menina da cabeça mais eu sabia que não teria mais aqueles sonhos de novo, eu estava muito bem, tinha tirado uns dias de folga e agora estava tudo bem... tudo bem...


Aleluia, hora de ir para casa descansar... Já estava com saudade da minha casa e do emprego. Entrei no prédio e fui para meu apartamento, procurando as chaves para abrir a porta, quando escutei o choro de uma criança, eu fiquei paralisado na hora, nisso minha vizinha me chamou, quem estava chorando era o filho dela... Ela me perguntou se eu não tinha visto o gatinho dele, já estava sumido há uma semana. Na hora fiquei tão aliviado, disse que estava viajando, mais ela me olhava de uma forma tão estranha... Entrei no meu apartamento, joguei minha bolsa cheia de roupas no sofá e fui tomar uma água, minha boca estava seca depois de um susto desses, mas eu estava sorrindo... Pensei em como estava sendo bobo com tudo aquilo. Coloquei a garrafa de água na mesa... Uma sensação estranha... Fui pegar a bolsa do sofá para arrumar a roupa, quando chego na sala,  vejo um ursinho de pelúcia todo sujo de sangue em cima da minha bolsa e escuto uma risada baixinha vinda do meu quarto...

Danielle Q. Stanley

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Segue três contos poéticos

OS TRÊS IRMÃOS

Ao entrar no apartamento
De prontidão sentiu-se o cheiro
O cheiro de um anjo
Que passara pela manhã.

Ao entrar no apartamento
De prontidão sentiu-se o cheiro
De um anjo negro
Cheiro do anjo da morte.

Sobre o tapete envolto em sangue
Na mão do anjo um irmão pegou
Abandonou a vida de outrora
Por causa apenas de um ex amor.

Da janela do apartamento
Outro irmão se jogou
E sobre os braços do anjo
Enfim o irmão repousou
Conseqüência da perda do ócio
Que até aquele dia o sustentou.

Pendurado pela gravata
No portal principal
Jazia o ultimo irmão.
Com a cadeira de mogno que o sustentou
Por alguns segundos até que se calou
Sob os pés.

Amassado em sua boca estava o exame
Que comprovava a causa
De todo esse vexame.
O câncer que o consumia – aviso prévio do anjo
O fez se antecipar
E sobre as costas do anjo
Resolveu se amontoar.

Embaixo da cama no quarto principal
Dormia o espírito, o espírito mau
Que após cumprir seu legado
Só restava dizer aos seus irmãos
O seu mais singelo “tchau”.

Winner Furtado.

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A MÁQUINA

“Somos apenas uma máquina.
Apenas uma máquina programada.
Uma máquina programada para morrer.
Desligar-se.”
Esse era o único pensamento
Pensamento único que ecoava
Na oca mente de um velho jovem.
Velho de alma, porém liso, de pele macia.
Esse era o único pensamento que ecoava
Durante dias e noites mal dormidas
Mal vividas.
Vivia à sua maneira
Usufruindo dos cânceres
Cânceres criados por seus irmãos
Seus irmãos humanos
Que não lhe davam a mínima atenção.
Vivia usufruindo dos cânceres
E ecoando o único pensamento.
Vida nada saudável e
Que acarretaria nos próximos tristes fatos.
Num dia incomum após seu stand by
A maquina fora ativada mais uma vez
Quase que contra sua vontade.
Nesse dia atípico
Ao olhar-se no espelho
Viu sobre sua cabeça
Um fantasmagórico relógio vermelho.
Relógio que retrocedia.
Para sua surpresa, estava perto do fim.
Pegou a sua faca e saiu por aí.
Como era de se esperar, via flutuando
Sobre a cabeça dos irmãos humanos
Pesadamente o mesmo relógio.
Sentindo uma profunda excitação
Saiu dançando
Brincando de degolar.
Zerando outros relógios sentiu-se bem
Banhado de sangue e feliz
Resolveu repousar.
Repouso feliz e infinito
A máquina decidira se desligar.

Winner Furtado.

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CLARISSE

Clarisse é uma menina nova
Que já fuma cigarros e outras coisas
E apesar de nova ser
Não procura e nem tenta esconder
Suas rugas feitas de tanto aprender
Aprender da vida, aprender da morte
E outras peripécias mais.

Clarisse um dia conheceu um cara
Um cara jovem e canalha
Belo e dos olhos d’água
E Clarisse enfim se apaixonou
Não fora longo o tempo de esperar
e logo Clarisse chorou.

Andou até o porão
E no centro do pentagrama Clarisse se sentou
Evocou alguns demônios
E até o sangue ela doou
Para Matar quem a matou
Naquele tempo em que sonhou
Saber como devia ser vivida a vida
Dividida no tempo em que gastou
Com quem tanto ela gostou.

Clarisse é uma menina nova
Que já fuma cigarros e outras coisas,
E apesar de nova ser
Clarisse já matou.
Matou o amor e o seu coração
Matou o amor e nem pediu o seu perdão.

E no corpo ela pintou
Com gestos doces e com ternura
A frase que logo amou:
“Tudo está fluindo”
E logo depois ela pensou
Pensou, pensou e repensou
“Quem será que sou
Nessa leve brisa que é a vida?”

Logo depois Clarisse se banhou
Com sangue novo, novo como Clarisse
Que apesar de nova já matou.

Winner Furtado.

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 EMBAIXO DA CAMA



Com os gritos, não foi só eu a acordar, mas toda casa. Meus pais, numa ânsia defensiva e humana, em poucos segundos já estavam ao lado da cama do meu irmão, cama esta que sempre vislumbrei ao lado da minha. Ele se debatia violentamente contra o colchão enquanto suas mão cerravam-lhe os olhos. Aos poucos, por um forte abraço materno, fora se acalmando e, logo, entre soluços, relatava o motivo daquele escândalo devastador:

"Embaixo da cama do João mãe, ele..., tem... olhos azuis, falou no meu ouvido com uma voz de monstro que.. mataria meu irmão, que ele o queria... então apertou meu braço, está ardendo muito." (A mãe olhou não havia marca alguma).

Meus pais se entre-olharam e com uma afirmação suave disseram quase simultaneamente:  "Bem querido, foi só um pesadelo". Entre protestos e pedidos de Gerson (Meu irmão) ainda, antes de saírem, tiveram que olhar por debaixo da minha cama (Não havia nada além de cuecas e meias sujas, estas provedoras imediatas de uma repreensão direta de minha mãe). Sob último pedido, a luz do corredor ficara acesa e, a porta do quarto entreaberta. Meus pais se despediram de Gerson de forma tranquilizadora e, minha mãe, antes de retirar-se por completo; disse à mim: 
"Amanhã quero tudo limpo João" Um simples "Sim, Senhora" finalizou o diálogo. 

Eu tenho apenas doze anos, Gerson, quatorze, portanto três fatores me incomodavam: Primeiro: Por que havia de ser embaixo da minha cama?. Segundo: Por que o monstro do pesadelo inútil do Gerson queria matar-me e não a ele? ( Digamos; fato incomum em sonhos). Terceiro: Sendo eu mais novo, jamais me comportaria daquele modo, como Gerson era infantil. Aliás, na escola quem anda brigando por ele sou eu. Bem, como sempre diz minha mãe; acredito que ele seja mais sensível. Ah! e quarto: Amanhã teria de limpar debaixo da cama, este era o menor dos problemas, mas com certeza incomodava.

Entre estes pensamentos, percebi que Gerson ainda soluçava um choro contido.  Tentei acalmar-lhe; explicando o que meus pais, há pouco, haviam explicado. O efeito foi gradativo e aos poucos foi acalmando-se até adormecer, mas não sem antes dizer, com voz sonolenta e disforme, algo que me gelou a espinha e me fez arrepiar: "Entre o dormir e o sonhar, vou te pegar".  

Acordei cansado, meus olhos pesavam um sono contido. A cama de Gerson estava perfeitamente arrumada; este já levantara. Da janela entre as frestas do metal furado escorria a luz serena do sol matinal. Calcei o chinelo e devagar caminhei para a cozinha no percalço de um bom café-da-manhã. 

Minha mãe encontrava-se frente ao fogão, fritava algo, talvez um ovo, mas não pude reconhecer pelo cheiro. "Bom dia mãe" . "Já arrumou debaixo da cama como prometeu João?" a resposta veio seca e imediata. Ela deve estar muito brava(Pensei), droga Gerson, droga de sonho. "Não, mas já vou". "Ótimo, vá arrumar e depois você come". "Tá" Disse eu em desânimo - "Onde está o Gerson?" Complementei. 

"Ocupado" Foi a resposta.

Arrumei a cama rapidamente, sem muito enfeitar, o que no final mostrou-se um trabalho muito diferente da arrumação de Gerson, contudo não cem por cento desarrumada. Bastava agora arrumar debaixo, recolher as meias, as cuecas e sabe lá mais o que. Indefinidamente um pequeno receio veio-me à mente, os gritos e o medo de meu irmão expressos na noite anterior transmitiam-me um temor involuntário em abaixar e olhar. Sem dúvida embaixo da cama é um lugar horripilante, não foi ao acaso que Gerson teve aquele pesadelo.  Tudo poderia esconder-se ali, era um lugar pouco visitado, escuro e sujo.

Contudo a limpeza tinha de ser feita, senão, não haveria café. Abaixei lentamente ainda ouvindo na mente os gritos de Gerson na noite anterior. Não consegui. Meu coração pulsava num ritmo desordenado. Mais duas tentativas seguiram, até que de súbito caí de joelhos prostrando a cabeça entre o colchão e o chão.

Tudo era muito escuro ali, algumas peças de roupa brancas destacavam-se meio à poeira antiga. Aos poucos e quase sem olhar fui retirando peça por peça; abria os olhos, fazia mira, fechava-os e, aplicava o golpe certeiro recolhendo-a. Num desses arremessos agarrei algo duro, possivelmente um sapato, instintivamente o larguei recolhendo-me para longe da cama. Mas não poderia parar ali, e aos poucos retomei a coragem. Mirei no sapato e, com toda força lancei-me em direção ' a presa', puxei com força, mas este parecia estar preso entre a madeira e o chão, forcei ainda mais, mas nada. Sem soltar  decidi abrir os olhos para ver o que se ocorria.

O sapato não estava preso, estava pesado, pois era o sapato de Gerson. E ali estava Gerson embaixo da cama, aos poucos fui subindo o olhar, passando do sapato, ao tornozelo, depois ao joelho, à barriga ,enfim , ao chegar no rosto Gerson aproximou-se de súbito, agarrou-me pelos cabelos  e colou sua face banhada de sangue na minha. Onde deveriam haver os olhos só haviam dois escuros orifícios mesclados de sangue. Tentei fugir, mas era impossível, a força que me segurava era descomunal. Gerson sorriu e suavemente disse exalando seu hálito podre: "Entre o dormir e o sonhar vou..."

Desesperadamente acordei, olhei desesperado procurando Gerson em sua cama, ele não estava ali. Já era manha e, a cama de Gerson, como de costume, estava rigorosamente arrumada. Corri rapidamente para a cozinha, minha mãe, como no sonho fritava alguma coisa no fogão. "Cadê o Gerson?" Perguntei afobado.

Sem notar a pergunta minha mãe virou-se para mim estendendo a frigideira. "Vai querer querido?" . O medo fez-me cair ajoelhado no chão frio da cozinha, pois entre borbulhas de gordura e sangue, encontrava-se, na frigideira, os olhos de Gerson. Minha mãe com um sorriso irreal, disse entre gritos: "Te pegar" "Te pegar".

Acordei num desespero infindo. Ao meu lado meu irmão dormia tranquilo, ainda era noite. A luz do corredor entrava pela porta, iluminando boa parte do recinto. Poucos carros passavam pela rua. O ronco do meu pai no quarto ao lado definia sua presença.

Gradativamente me acalmei, tudo estava em paz, com exceção de um pequeno ruído, suave e doce como o sono inicial, que aos poucos, juntamente enquanto eu adormecia, começou a tornar-se claro e real, dito por uma voz simples e repetitiva; era como pequenos sinos que badalavam no inicio do sono uma pequena frase, agora inofensiva: "Entre o dormir e o sonhar eu vou..."     

J Victor



O CASEIRO - UM GRANDE FILME




Olá amantes do terror como vão?

Espero que ótimos!

Vamos falar de um filme nacional. Não qualquer um, mas sim de um novo e excelente filme nacional que cultua o Suspense/terror.

Embora haja a crise. O terror sadio nunca morre! E acreditando nisto a Europa filmes, Urano filmes e Nexus cinema e muitos outros grandes patrocinadores pretenderam criar (e criaram) um grande filme: clique aqui "O CASEIRO."

Um filme extremamente enigmático que nos releva ao pensamento: Até onde podemos ir? Ou até onde iremos? Até onde vai o passado?

Um clássico do "terror/suspense-nacional" que nós amantes do terror não podemos perder!!

Dia 23 de junho de 2016 nos cinemas!

Não perca! Eu não perderei! 

Veja o Trailer oficial:




Grandes atores, Um grande filme! Não perca sua ida ao cinema. 

Nós do QUERO MEDO iremos!

Venha leitor! Dia 23/06/2016

O queromedo.com sempre cultiva o terror nacional e sempre irá apoia-lo . SEMPRE...

Até breve...




RELATO DOS LEITORES (5)





Olá amantes do terror, como vão?

Espero que ótimos!

Relato dos leitores...

Esse é o espaço onde vocês criam no QUERO MEDO. Foram selecionados três relatos como sempre.

Espero que gostem! Algumas frases foram corrigidas para uma melhor compreensão.

Caso você queire participar envie seu relato para queromedo@gmail.com ou digite na caixa de envio no lado direito do blog.

Participe também.


A CASA E O FANTASMA!




OI EU SÓ QUERIA CONTAR A MINHA EXPERIENCIA COM FANTASMA DE OUTRO MUNDO EU MORAVA COM MINHA IRMA E O NOME DELA É RENATA. A MINHA MÃE VEIO DE RECIFE E ALUGOU UMA CASA EM ICAPUI CEARA. FUI MORAR COM ELA NUMA CASA GRANDE, ACONCHEGANTE E AO REDOR DE UMA IGREJA.  EU NUM ME IMPORTEI DE MORAR AO LADO DE UMA IGREJA... BOM O DONO DA CASA TEM PARENTES QUI JÁ MORRERAM LA. EU NUNCA TINHA VISTO NADA IGUAL. SEMPRE TIVE MEDO DE FANTASMA! ATÉ QUE UMA BELA NOITE EU ESTAVA COM MEU EX NAMORADO E ESTAVA DE COSTA PRA ELE. ENTÃO RESOLVI OLHAR PRA TRÁS FOI AI QUE EU VI UM HOMEM DE BRANCO. NOVO DE BARBA MAIS BAIXINHA. EU FIQUEI TRAUMATIZADA! OLHEI PRA MEU EX NAMORADO E COM LAGRIMAS CAINDO SOBRE MEU ROSTO ELE ME PERGUNTOU: O QUE FOI? EU NÃO CONSEGUIR RESPONDER MUDEI DE COR MINHAS MÃOS ESTAVAM GELADAS SENTI UM FRIO. MUITO FRIO. ELE Q ME LEVOU LA PRA DENTRO. ME PUXANDO! MINHA PERNAS TINHAM TRAVADO.
BOM... EU ME ACALMEI E CONTEI PARA MINHA MÃE, FAMÍLIA. ENTÃO MAMÃE CONTOU PARO DONO DA CASA E ELE TROUXE UMA FOTO NO OUTRO DIA PARA SABER SE ERA O RAPAZ DA FAMÍLIA DELE QUE QUIS MATAR A NAMORADA NAQUELA CASA E SE MATOU. MAS GRAÇAS A DEUS ELA SOBREVIVEU!
BOM... E NUM É QUE ERA ELE!!
MUITA GENTE SOUBE DISSO QUE EU O VI. MUITA GENTE FOI LA EM CASA E FIZERAM ATÉ UMA MISSA PRA ELE E NUNCA MAIS EU O VI! SÓ QUE OUTRA NOITE MINHA MÃE ESCUTOU MUITOS BARULHOS PANELAS BATENDO

Atenciosamente,

ROSEANE DO NASCIMENTO 



PARALISIA DO SONO (O ENCOSTO).



Paralisia do sono, eu já vivenciei isso.vou contar o caso que aconteceu comigo. estava dormindo em uma beliche na época o meu filho dormia em cima ele tinha uns 6 ou 7 anos de idade o quarto estava escuro, quem dormia ao meu lado era a mãe de uma namorada do meu irmão,já era de idade e parece que ela tinha encosto ruim, bom voltando ao meu relato,eu estava dormindo de lado e  não de barriga para cima(não gostava de dormir de barriga pra cima porque era pesadelo na certa) foi quando visualizei um ser de olhos todo branco se jogando para cima de mim tinha os cabelos todo arrepiados e rugia igual a gato no sio, foi quando senti suas mãos apertando a minha garganta, neste momento tentei mexer as minhas pernas e não consegui ,foi quando senti as mãos da criatura fechando sobre meus tornozelos ,como se estivesse me imobilizando das pernas,o meu corpo não respondia aos meus comandos, e aquilo tentando me estrangular a voz também não saia, o que eu fiz foi clamar ao sangue de jesus tem poder, falei isso várias vezes em pensamento ate´que eu consegui acordar,olhei ao meu redor e vi o quarto totalmente escuro ,so´com uma fresta da veneziana aberta,comecei a observar a senhora que dormia ao lado tipo com medo dela, ai ela acordou de repente,meu coração ate´disparou na hora que vi ela se virar para olhar para o lado, vi quando ela se levantou e foi fechar até a fresta da janela que estava aberta,deixando o quarto numa escuridão so´para a minha sorte estava amanhecendo o dia,mas eu nunca consegui esquecer isso,no meu caso eu vi ,senti e ouvi,hoje o meu irmão ja´esta´ate´casado com outra pessoa,não sei explicar o que foi aquilo,não sei se era encosto ruim da mulher que veio me atacar,mas é uma experiencia nada boa,dica nunca durma de barriga para cima ou do lado de quem você tem um pé atrás!

Atenciosamente,

Silvia do nascimento


AMIZADE DE INFÂNCIA!



Tirando vultos, ruídos (que em sua maioria tem uma explicação comum), só presenciei um fato realmente sobrenatural uma vez, quando ouvi claramente uma criança chamar o meu nome, mas isso seria um outro relato.

Isso até 2012 quando conheci um garoto que é meu amigo até hoje, para preservar sua identidade vou chamá-lo de Bruno. Ficamos próximos aquele ano por sermos da mesma sala na escola, e ele é muito sensível a este tipo de contato. Eu não só passei a sentir presenças, como passei a ver algumas coisas realmente assustadoras, umas quando estava com ele, outras até quando ele estava longe de mim.

Não eram fantasmas, eram desde criaturas neutras (algumas bem feias) até demônios (eu chamo de demônios, só sei que eram ruins). Só sei que "tudo" queria fazer algum tipo de mal á ele, mas ele aprendeu a ignorar, Bruno me disse que sempre que ele ficava perto de alguém, as "coisas" procuravam atingir essa pessoa, para lhe chamar atenção.

A única criatura que chegou quase perto de me machucar foi um demônio magrelo; com os cabelos lisos, brancos, em tamanho mediano; uma palidez de vela, e ele brilhava (não como Edward Cullen) como se toda pele dele fosse um branco fluorescente; os olhos também eram brancos com exceção da pupila, que era negra, e tinha uma expressão contínua de ódio.

Ele começou a me atormentar pelos sonhos, um sonho que ele aparecia me encarando na minha janela a noite, e no final do sonho quando eu decidi dormir com meus pais, eu pegava meu travesseiro e a janela estava aberta. Eu via ele e a morte (aquela tradicional, capuz e foice) com um prato na mão cada um, nesse prato havia biscoitos em forma de bonecos, aquele bonecos pareciam muito comigo e com o meu amigo.

A outra vez eu vi o "bixo" na minha janela me olhando, na real mesmo, paralisei, só consegui chorar e procurei o celular pra ligar pro meu amigo sem desviar o olhar da janela, apalpando a mesa. Bruno me acalmou pelo celular e disse pra eu sair do quarto. Ele já tinha visto aquela criatura.
O demônio não existe mais, foi eliminado, mas o modo que ele foi exterminado já é fantasioso demais, então prefiro não contar. Só digo que o Bruno não atraiu só coisas ruins como ele achava, ele passou a ver um "espírito protetor", e foi isso que nos protegeu naquela situação difícil.

Quando nos formamos perdemos aquele contato frequente, então eu parei de ver as "coisas", ele vê até hoje. Acredite quem quiser.,

Atenciosamente,

Sue Nagano

Participem;

Envie seu relato para queromedo@gmail.com




BÔNUS --------- PROPAGANDA ESQUECIDA!



Meu relato é levemente parecido com aquela creppypasta do Candle Cove. A premissa é a mesma: uma coisa vista na tv durante a infância e que provavelmente nunca existiu.

Mas não se trata de um programa infantil, e sim de uma propaganda muito sombria.
A câmera tinha um enquadramento só, o tom de cor da filmagem era uma coisa meio esverdeada e mostrava uma pista de uma rua comum.
Sobre ela havia um macaco morto, ou desmaiado talvez. Os olhos dele estavam negros, saindo um pouco de sangue, como se tivessem sido arrancados, mas nada tão explícito.

Repentinamente vinha um carro e passava por cima do animal. Não dava para ver o motorista, o enquadramento da câmera era "baixo".
O macaco só mudava um pouco de posição após o atropelamento, mas continuava deitado pra cima, e a câmera se aproximava um pouco do cadáver.

No final havia uma frase de efeito, não me lembro o que ela dizia, só sei que era algo criticando os maus tratos contra os animais,ou contra a extinção.

Passava várias vezes na tv como uma propaganda comum, quando eu reconhecia o começo, mudava de canal. Aquilo me causou muitos pesadelos, de certa forma era assustador.
Quando voltei a lembrar disso, eu me dei conta que uma propaganda estranha daquelas seria muito criticada, considerada violenta, e provavelmente vetada.
Só passava quando eu estava sozinha assistindo tv, e nenhum adulto ao meu redor comentou sobre a mesma uma vez sequer.
Tentei dar uma pesquisada e não achei nada a respeito.

Comentei com um amigo meu sobre isso, e ele se recorda remotamente de ter visto algo parecido na infância dele enquanto via televisão. É a única pessoa fora eu.

Atenciosamente,

Sue 



EISOPTROFOBIA - MEDO DE ESPELHOS

Olá amantes do terror, como vão?

Espero que ótimos!

Imaginem...


Carla chega em seu apartamento no mesmo horário rotineiro. Devagar sobe as escadas e já sente novamente seu corpo começar a tremer.

Suas mãos suam de nervoso. Ela odeia aquele apartamento, não pela sua qualidade e conforto que, pelo contrário são extremamente fartos. Existem outros incômodos.

Muitos outros...

Espelhos..

São vários por todo o apartamento, se ela soubesse que um dia iria possuir essa síndrome; jamais o compraria. Mas o passado é algumas vezes como as rochas invisíveis da base de uma grande montanha; Você sabe que existem, mas reconhece que jamais poderá se aproximar.

Ela abre a porta...

São muitos espelhos, todos estão cobertos. Ela em desespero conseguiu com grande dificuldade cobri-los. Todos. "Há quanto tempo ela não se via?"

Havia um que a fazia estremecer mais. Ficava frente a sua cama. Um grande espelho que cobria toda a extremidade de um decorado pilar. Fora o mais difícil de cobrir. Dois grandes lençóis e muita fita adesiva foram necessários.

Banhou-se, alimentou-se, ouviu um pouco de musica e foi deitar-se.

O colchão era macio e o quarto reconfortante. Não tardou a torpes do imediato adormecer aproximava-se. Quando as pálpebras aproximavam-se para o temporário descansar...

Um barulho rápido a fez despertar. A fita adesiva soltara-se e o espelho a sua frente brilhou imensamente a pequena luz do ambiente.

Seu corpo travou-se, não por motivo físico algum, mas sim pelo seu psicológico não a permitir. Seus olhos olhavam fixamente para o grande espelho a sua frente. Seu corpo tremia e suava.

Ele refletia a pequena luz. Carla podia ver seu reflexo por completo. Via o seu sofrimento. Tentava fechar os olhos, mas não conseguia. 

Ela via o seu sofrimento...

Vagarosamente a pequena luz foi gradualmente diminuindo de intensidade, não porque apagava-se, mas sim porque era encoberta por uma sombra maior.

Havia mais alguém ali.

Carla olhou para o lado com grande dificuldade. Não havia nada. Olhou novamente para o espelho e a sombra aumentava cada vez mais, Cada vez mais...

Até que então um rosto que ela nunca havia visto aparece no reflexo.


O exemplo acima é uma ficção, mas acreditem! Existem milhares de pessoas com esse gigantesco medo de espelhos. Essa fobia é conhecida cientificamente como: EISOPTROFOBIA.

O medo de espelhos é conhecido por diversos nomes: Catoptrofobia, Espectrofobia e Eisoptrofobia.

Eisoptrofobia deriva-se do grego 'eis' (em) e 'optikos' (Visão).




Os nomes são muitos, mas a fobia a mesma;

A ciência diz que a maioria dos casos provém da obsessão causada pela estética desprovida e a delineação da grande estima pela auto-imagem, ainda também pela obesidade em diversos casos. Segundo dados, essas características afastam essas pessoas de conseguirem olhar-se no espelho, mesmo que seja por um segundo. E acarretam e aprofundam ainda mais este tipo de fobia.

Não se tem data determinada de quando surgiu a Eisoptrofobia, pelo contrário as ideologias remetem para quando o homem tinha somente as águas límpidas dos riachos para se observar. Nestes tempos a imagem refletida tinha em muitos lugares o significado de "A própria alma".



E é neste ponto que o Quero Medo adentra, porque como todos aqui sabemos nosso blog é referencia de arte e entretenimento para com o terror contemporâneo. Aqui: terror é cultura.

Com essa ideologia mais oculta e sombria é que vamos nos preocupar, não que seja verdade, mas sim puro entretenimento; não confunda!

Então...

Sendo o reflexo naquela remota época ainda refletido nos límpidos riachos e tendo neste tempo a representatividade da visão da própria alma. Como consequência natural, muitas visões referente a essa síndrome foram surgindo nos homens tão cativados pelo sobrenatural e o incompreensível.


Com o tempo surgiram os espelhos e tudo que conhecemos até os dias de hoje, contudo algumas figurações se mantiveram e perduram até hoje acalentando na sociedade atual figurações antigas anexadas que remetem a má-sorte ou desespero iminente.



Vejamos alguns pontos que a história dessa síndrome fazem parte de nós sem que tão pouco percebemos:

Antigamente quando o reflexo num lago fosse perturbado, ainda mesmo pela miníma folha de uma árvore, representava para o observador em épocas remotas como mau-agouro e catástrofe eminente ou desastre.

O ponto anterior gerou em nossa sociedade atual a superstição de espelhos quebrados com má-sorte ou morte, ou ainda sete anos de azar.

Algumas tribos africanas evitam olhar seu reflexo em águas tranquilas durante a noite. Temem serem mortos por maus espíritos ou crocodilos enviados para sugarem suas almas.

Em muitos países crianças com menos de um ano não são expostas à qualquer espelho, segundo a crença isso evitaria uma morte certa.

Ainda neste contexto, em diversas regiões após o falecimento de alguém em uma casa; todos os espelhos são tampados para que ninguém veja o reflexo do falecido, pois se o verem terão seus dias na terra abreviados.



Catoptromancia ou adivinhação nos espelhos era utilizada no inicio do século XVII, quando homens estudavam o reflexos de pessoas em um espelho submerso em águas límpidas.

Segundo a literatura de terror: os vampiros não possuem reflexo, pois já não possuem alma. Logo a lenda vira literatura.



Em diversos casos (não todos) esquizofrênicos ou pessoas com insuficiências renais tendem a adquirir a Eisoptrofobia.    

Certas culturas cultuam que se acender uma vela frente ao espelho isso atrairia espíritos para dentro dele.

Os sintomas mais comuns são:

Evitação de espelho;
Tremedeira / Agitação;
Pensamentos de morte;
Gritar, chorar, tentar fujir;
Taquicardia, respiração superficial, pupilas dilatadas, sudorese,
Ataques de ansiedade e de pânico;

Os tratamentos devem seguir orientações psiquiátrica. 

Como o QUEROMEDO não é médico, recomendamos, caso você precise, que procure um, pois infelizmente não devemos ou podemos divulgar algum tipo de tratamento.

Essa associação tenebrosa com os espelhos parece fazer parte da humanidade. Persegue o homem por séculos associando o espelho ou reflexo a algo que pode tornar-se tenebroso e fúnebre.

A Eisoptrofobia é uma fobia extremamente assustadora e terrível que afasta muitos de um ato tão comum que é de simplesmente ver o seu reflexo.

E como você ousaria olhar se achasse que algo surgiria ali ao seu lado? 

Que faria você se visse uma figura desconhecida enquanto penteava o cabelo? Quanto tempo ficaria olhando caro leitor? 

Quanto tempo você olharia para esse rosto tenebroso que te observa enquanto você escova os dentes?

Me diga caro leitor: Você olharia para os espelhos?

Muito obrigado a todos pela visita. Se tiverem relatos podem postar nos comentários.

Que tal agora dar uma olhadinha?

No espelho...

O TERCEIRO - FANTASMAS SALVADORES


T S Eliot, em meados de 1922,



"Quem é o terceiro que anda sempre ao seu lado? "Quando eu conto, há apenas você e eu juntos/ Mas quando eu olho para a frente, para a estrada branca/ Há sempre um outro que anda ao seu lado."

Olá amantes do terror, como vão?

Espero que ótimos!

Esse poema é magnífico, contudo nos diz algo. Quem são aqueles que andam ao nosso lado? Quem são aqueles que nos remetem mensagens na hora do perigo?

Muitos de nós já ouvimos as vozes, e nos silenciamos nas ações, entretanto alguns as ouviram e agiram e puderam relatar como sobreviveram;

Esta postagem trata (para nossa alegria) de Salvações Fantasmas:

É extremamente real, vejam os casos.





  • George Maxwell separou-se de seu pelotão em No-man’s-land. Ele estava totalmente perdido e presumia por sua infelicidade estar muito perto das linhas inimigas. O medo era tudo que sentia, ele estava prestes a seguir por uma direção aleatória quando uma voz ordenou: "Sente-se e aguarde o socorro".

  • Trazido de volta à realidade pela veracidade da misteriosa voz, Maxwell obedeceu. Não tardou, um dos soldados do seu pelotão o encontrou ajoelhado em uma vala de combate e o levou de volta aos amigos de causa.







    Tempos de guerra sempre tem mais...



    O ano era 1917. Enquanto adormecido em uma vala na França, William Bird acordou, muito assustado, com alguém que o sacudia-o desesperado. Ele estava cansado, acabara de passar por uma grande batalha em Vimy Ridge e estava exausto. Involuntariamente tentou afastar quem o sacudia, mas este não desistiu de sacudi-lo com urgência.



    Então Bird - que não era soldado, mas jornalista - ainda muito cansado, abriu os olhos e para seu espanto - Ali estava seu próprio irmão, Steve, que havia sido dado como desaparecido em ação na guerra um ano em meio antes.



    "FRASE DO PRÓPRIO BIRD EM DEPOIMENTO POSTERIOR":

    "Steve colocou a mão quente sobre a minha boca antes que eu pudesse gritar minha felicidade." - "E então apontou para o meu saco de dormir dentro de uma das barracas e depois para o meu rifle. 'Pegue suas coisas'"


    Com a felicidade em ver seu irmão ele nem pensou sobre como ele o havia encontrado. Pegou suas coisas e seguiu o saudoso irmão, que o levou para longe daquele lugar, enquanto muitos outros homens ainda dormiam.Quando a curiosidade tão humana resolveu manifestar-se, solicitando ao irmão o questionamento sobre aonde estavam indo, seu irmão virou por uma esquiva trincheira e desapareceu.

    Bird procurou-o freneticamente, contudo seu cansaço era tão grande que percebeu já estar dormindo em pé. 

    Algo ele jamais esqueceria: Steve estava usando naquela noite um uniforme militar de 1915 - dois anos fora da data.

    Talvez tivesse sido um estranho sonho, possível certeza. Então Bird acolheu-se para dentro de uma outra trincheira próxima e adormeceu. Na manhã seguinte, ele foi acordado por soldados que ficaram felizes por encontrá-lo vivo, pois a trincheira onde ele estava antes do estranho sonho com seu querido irmão fora atingida por uma granada, e todos os homens que ali haviam se refugiado, agora estavam mortos.

    Como prova, William foi levado para ver os corpos de seus amigos, que não tiveram a mesma sorte.

    Talvez tenha sido realmente um simples sonho de Bird? Não acredito!

    Mas não acabou amantes do terror. Aqui no QUEROMEDO.COM sempre tem mais.




    O ano era 1989, dois alpinistas que viajavam separados no monte Kanchenjunga na Índia.

    Lou Whittaker, por algum motivo que nos faz repensar nas situações da vida decidiu subir as montanhas separado de sua esposa. Talvez uma pequena competição? Uma simples rivalidade? Como saberemos?

    Independente das nossas afirmações eles prosseguiram.

    Cada um de um lado.

    Os dois chegaram ao cume Loddd Da mesma forma, mas a descida não foi igual. Lou até que foi bem, mas sua esposa não passou por bons momentos.

    E ali estava o terceiro homem. (neste caso a terceira)


    Ao encontrarem-se nos acampamentos a senhora Wittaker sofria de uma doença desconhecida. A dor estilhaçava-lhe o corpo e não podia prosseguir. Foram abandonados por um tempo pois não podiam progredir. Os amigos juravam trazer médicos e medicamentos e progrediram na descida.


    Foram três semanas: A dor dilacerava a senhora Wittaker. Lou não tinha muito o que fazer além de esperar a ajuda prometida e manteve-se ao lado da esposa. 


    Então a terceira apareceu: Uma mulher tibetana de meia-idade. Ela faria companhia a Lou, todas as noites por três semanas.


    Ela trazia do caminho de algumas ervas e pequenos alimentos por  'TRÊS SEMANAS' . O mais incrível é que o casal a juravam ver bidimensionalmente, mas isso não os assustava, pelo contrário trazia-lhes paz. Uma tranquilidade de sobrevivência quanto à aflição que sofriam.


    Após algum tempo foram resgatados e hoje nos servem com seus valiosos relatos.


    E mais...




    Sir Ernest Shackleton, após seu barco ficar preso em gelo, em 1916. Com apeans dois tripulantes, Shackleton percorreu cerca de 25 quilômetros de um trecho montanhoso da Antártica. Em certo momento do percurso, os três homens tomaram conhecimento de uma outra presença (O TERCEIRO HOMEM ) acompanhando-os e orientando-os.

    O terceiro homem pareceu escoltá-los com segurança até uma estação baleeira. No entanto, nenhum dos homens falou sobre ele durante a própria jornada, cada um pensando que fosse o único a perceber o companheiro extra.

    Mais tarde, quando o capitão Shackleton foi questionado sobre isso, ele disse que a experiência tinha sido muito transcendente para ser objeto de eventuais "investigações paranormais".


    Mas não acabou! Infelizmente tem mais..

    Recentemente...

    Num passado mais recente, três sobreviventes do 11 de setembro afirmaram que foram orientados à segurança por presenças fantasmas.



    Uma delas foi cercada por uma parede em chamas, mas foi estimulada a seguir por outro caminho, onde encontrou as escadas da Torre Norte ainda em funcionamento. 

    Outra vítima conta que uma misteriosa voz consolou-a enquanto estava embaixo dos escombros. 

    Um terceiro conta que enquanto estava preso sob uma pilha de concreto, recebia visitas e incentivos daquilo que ele chamou de "monge".

    O que seriam esses seres que nos protegem? Nunca saberemos. Os jalecos brancos afirmam que são minucias de um cérebro cansado e avariado.

    O que você diria?




    QUEROMEDO.COM agradece a sua presença.