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Quero Medo — terror, lendas urbanas e histórias assustadoras
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Aqui, terror é cultura: explore relatos, fatos assustadores, fotos macabras e cinema de terror.

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ÚLTIMAS HISTÓRIAS

Carregando histórias...

O PALHAÇO DE SANDOWN: AS CRIANÇAS QUE ENCONTRARAM UMA FIGURA IMPOSSÍVEL EM 1973

LEITURA AUTOMÁTICA
~1 min · 00:00

Olá, amantes do terror.
Esperamos que estejam ótimos.

Imagine...
ou talvez relembre aquilo que você esqueceu.

Você ainda é criança.

A inocência ainda é uma coisa digna dentro de você. O mundo parece muito maior do que realmente é, e aquilo que os adultos chamam de impossível ainda não encontrou espaço suficiente na sua cabeça.

Você está caminhando.

O dia parece normal.

Até que alguma coisa chama a sua atenção.

Você olha para a frente.

E vê algo.

Não sabe explicar o que é.

Mas sabe de uma coisa:

você nunca mais vai esquecer aquela imagem.

Talvez ninguém acredite em você. Talvez, anos depois, você mesmo comece a duvidar daquilo que viu.

Mas naquela tarde...

você viu.

E agora, décadas depois, o mundo vai conhecer essa história.

Parece irreal?

Pode ser que não seja.

Entenda.

ILHA DE WIGHT INGLATERRA — 1973

Voltemos a... Ilha de Wight

Voltemos a uma tarde de 1973.

Antes de qualquer coisa estranha acontecer, imagine apenas um lugar tranquilo.

Campos. Vegetação. Um céu que não parece anunciar nada.

Você está ali.

E, por alguns minutos, não existe motivo algum para sentir medo.

Reconstrução artística da paisagem da Ilha de Wight em 1973, onde duas crianças teriam encontrado o Palhaço de Sandown
ILHA DE WIGHT — UMA TARDE QUE PARECIA NORMAL
Reconstrução artística

Duas crianças brincavam naquela região.

Nada parecia diferente.

Até que um som começou a surgir ao longe.

Alguma coisa está ali

Você para.

Escuta novamente.

Não parece um animal.

Não parece uma pessoa.

O som lembra uma espécie de lamento distante, semelhante a uma sirene.

E então acontece algo curioso.

Em vez de correr...

você quer descobrir de onde ele vem.

Reconstrução artística de duas crianças observando uma figura misteriosa entre a vegetação na Ilha de Wight
ALGUMA COISA ESTÁ ALI
Reconstrução artística
Você ainda não sabe o que está vendo.
E talvez seja melhor assim.

O som

As crianças seguem em direção ao ruído.

O som parece conduzi-las através da paisagem.

Quanto mais elas avançam, mais estranho tudo começa a parecer.

Então, de repente...

o som para.

Silêncio.

Um silêncio tão completo que agora você percebe o quanto aquele ruído estava preenchendo o lugar.

Reconstrução artística das crianças procurando a origem de um estranho som na vegetação
O SOM PAROU.
Reconstrução artística

Você olha para um lado.

Depois para o outro.

E percebe que existe uma ponte mais adiante.

A ponte

Você chega perto.

A pequena ponte parece completamente normal.

Madeira. Água. Vegetação.

Mas alguma coisa está errada.

Você não sabe dizer o quê.

As crianças continuam.

E então...

alguma coisa se move abaixo delas.

Reconstrução artística das duas crianças diante da ponte onde teria ocorrido o encontro com o Palhaço de Sandown
A PONTE
Reconstrução artística

Ele se moveu

Primeiro você vê apenas uma parte.

Uma forma alta demais.

Estranha demais.

A figura parece surgir de um lugar onde você jamais esperaria encontrar alguém.

Você tenta compreender.

É uma pessoa?

Um homem usando uma fantasia?

Alguma coisa construída?

Ou simplesmente algo que você não sabe nomear?

Reconstrução artística da figura misteriosa surgindo diante das crianças na Ilha de Wight
ELE SE MOVEU
Reconstrução artística
Você teria continuado?

Ou teria corrido?

Perto demais

Agora você está perto demais para fingir que não viu.

A figura é alta.

As proporções parecem estranhas.

Há algo incomum nas mãos.

Algo incomum na cabeça.

Algo que não combina com uma pessoa comum.

Mas ainda não conseguimos enxergar tudo.

E talvez seja justamente isso que torna a cena pior.

Reconstrução artística aproximada da figura de Sandown observada pelas crianças, ainda parcialmente escondida
PERTO DEMAIS
Reconstrução artística

A essa altura, talvez você já esteja tentando imaginar o rosto.

Não imagine ainda.

Continue.

A conversa

É aqui que o caso deixa de ser apenas um encontro estranho. Segundo o relato, as crianças e a figura realmente tentaram conversar.

O registro preservado não é uma transcrição completa dos aproximadamente trinta minutos em que eles permaneceram juntos. São apenas trechos das perguntas e respostas que foram posteriormente relatados.

As crianças Por que suas roupas estão tão rasgadas?

Sam Eram as únicas roupas que ele tinha.

As crianças Você é um homem?

Sam “Não.”

As crianças Você é um fantasma?

Sam “Não exatamente, mas sou de certa maneira.”

As crianças Então o que você é?

Sam “Você sabe.”

O relato também afirma que Sam teria dito não ter nome, que existiriam outros como ele e que tinha medo dos seres humanos. Essas partes não foram registradas como uma conversa completa.

E há um detalhe perturbador: embora tivesse escrito “Sam” ao se apresentar, a figura teria afirmado depois que não possuía nome.

Então quem — ou o que — era “Sam”?

Reconstrução artística da conversa entre as duas crianças e a figura conhecida como Palhaço de Sandown
A CONVERSA
Reconstrução artística
Agora você está diante dela.
Mas ainda não viu o rosto.

O que eles viram

E chegamos ao momento que seguramos desde o começo.

Durante toda esta história, você viu apenas partes.

Uma silhueta.

Um movimento.

As mãos.

O corpo.

Mas agora...

olhe.

Reconstrução artística final do Palhaço de Sandown de frente diante das duas crianças na Ilha de Wight
O QUE ELES VIRAM
Reconstrução artística final

Quem era aquela figura?

O caso ficou conhecido posteriormente como Palhaço de Sandown, ou Sam, o Palhaço de Sandown.

Mas existe uma coisa que precisamos deixar absolutamente clara: não existe uma fotografia daquela criatura.

As imagens que você acabou de ver são reconstruções artísticas criadas para esta matéria, baseadas nas descrições atribuídas ao relato.

ARQUIVO — O QUE PODE SER DOCUMENTADO

O relato foi posteriormente encaminhado à British UFO Research Association — BUFORA e publicado no periódico da organização em 1978, sob o título associado a “Ghost or Spaceman ’73?”.

A identidade dos envolvidos foi preservada. A menina aparece no relato sob o pseudônimo “Fay”, enquanto o menino não foi identificado publicamente.

Não existem fotografias da criatura, evidências físicas comprovadas ou uma segunda testemunha independente capaz de confirmar o encontro.

O mais estranho não é o palhaço

Talvez você tenha imaginado que a parte mais assustadora seria olhar para aquela criatura.

Mas não é.

O mais estranho é lembrar que, segundo o relato, as crianças não simplesmente viram alguma coisa e saíram correndo.

Elas teriam permanecido ali.

Conversaram.

Observaram.

Tentaram entender.

E depois foram embora.

Décadas mais tarde, nós continuamos tentando fazer exatamente a mesma coisa.

Afinal...

o que aquelas duas crianças realmente encontraram?

O que sabemos — e o que não sabemos

É aqui que precisamos separar o medo da investigação.

O encontro pertence ao universo dos relatos paranormais e permanece sem comprovação independente.

Isso não significa que possamos afirmar que as crianças inventaram tudo.

Também não significa que possamos afirmar que encontraram um ser extraterrestre, um fantasma ou qualquer outra criatura.

O que temos é um relato extraordinário, registrado posteriormente por pesquisadores ligados ao fenômeno UFO.

E uma pergunta que sobrevive há mais de cinquenta anos.

Alienígena, fantasma ou imaginação?

Um visitante de outro lugar?

Como o caso foi publicado em uma revista ligada à pesquisa de fenômenos UFO, a possibilidade extraterrestre passou naturalmente a fazer parte das interpretações.

Mas não existe evidência física que permita confirmar essa hipótese.

Uma aparição?

Outra interpretação é a de que as crianças poderiam ter interpretado uma experiência incomum como uma entidade.

Essa leitura também permanece apenas como possibilidade.

Uma história infantil?

É igualmente possível questionar a memória, percepção ou interpretação das crianças.

O problema é que não temos informações suficientes para transformar nenhuma dessas hipóteses em resposta definitiva.

Talvez seja justamente isso que tornou essa história tão resistente ao tempo.

Não existe uma resposta confortável.

Você viu a criatura.
Agora tente explicar o que ela era.
NOTA DO QUERO MEDO

As cenas apresentadas nesta matéria são reconstruções artísticas. Não existem fotografias conhecidas do encontro de 1973. O objetivo das imagens é transportar o leitor para o relato sem apresentá-las como registros reais.

Algumas histórias não precisam ser comprovadas para permanecerem inquietantes.

E talvez o Palhaço de Sandown seja uma delas.

OBITUS: O NOVO BODY HORROR APRESENTADO EM CANNES GANHA TEASER OFICIAL

LEITURA AUTOMÁTICA
~1 min · 00:00
LANÇAMENTO • TERROR • 2026

OBITUS: O NOVO BODY HORROR APRESENTADO EM CANNES GANHA TEASER OFICIAL

Línguas costuradas. Florestas escuras. Uma ameaça que não para de crescer.

Alguns filmes tentam assustar com jump scares. Outros preferem criar uma sensação de desconforto que cresce lentamente. OBITUS parece seguir esse segundo caminho, substituindo monstros instantâneos por uma presença silenciosa que transforma pessoas em criaturas marcadas pelo próprio silêncio.

A MÚSICA DO DIABO — O MISTÉRIO POR TRÁS DO “IL TRILLO DEL DIAVOLO”

LEITURA AUTOMÁTICA
~1 min · 00:00
QUERO MEDO • ESPECIAL

A Música do Diabo

Il Trillo del Diavolo — a história de uma composição que atravessou três séculos cercada por uma pergunta inquietante
Tartini e o Diabo — a lenda do encontro
Imagem de abertura

Imagine acordar no meio da noite com uma música na cabeça.
Uma música tão extraordinária que você não consegue acreditar que foi capaz de inventá-la.

Agora imagine descobrir que, segundo a história, quem a tocou para você não foi um professor, um mestre ou outro músico — mas o próprio Diabo.

O homem por trás da lenda

Giuseppe Tartini nasceu em 1692 e se tornou um dos grandes violinistas e compositores do período barroco. Em Pádua, fundou uma importante escola de violinistas e deixou uma obra extensa. Sua reputação como virtuose ajudou a transformar seu nome em sinônimo de excelência técnica.

Mas uma história contada durante sua vida acabaria fazendo com que Tartini fosse lembrado por algo ainda mais estranho: um sonho no qual o Diabo teria aparecido diante dele e tocado uma música impossível.

O Diabo diante do violinista
O visitante do sonho
A pergunta que atravessou os séculos

TERIA SIDO MESMO UM SONHO?

O relato é atribuído a Tartini, mas chegou até nós por meio do astrônomo Joseph Jérôme de Lalande. É uma história antiga — não uma gravação do acontecimento. E essa diferença será importante.

Quando o Diabo pegou o violino

Segundo o relato associado a Lalande, em 1713 Tartini teria sonhado que encontrara o Diabo. O visitante infernal teria se colocado a seu serviço e, em determinado momento, assumido o violino.

Então veio a parte que transformaria o sonho em lenda.

O Diabo começou a tocar. Tartini teria ouvido uma execução tão impressionante que, depois de despertar, tentou registrar aquilo de que conseguia se lembrar.

O violino e a música impossível
O momento sobrenatural

A música que não cabia na memória

A tradição diz que Tartini considerava a música escrita ao acordar apenas uma sombra do que ouvira no sonho. A imagem do compositor tentando capturar no papel uma melodia que desaparecia de sua memória é uma das razões pelas quais a história continua tão poderosa.

O despertar

É fácil imaginar a cena: madrugada, uma vela acesa, papel sobre a mesa e um músico tentando recuperar, antes que desapareça, aquilo que acabara de ouvir.

Mas aqui precisamos frear a narrativa por um instante. A versão popular acrescentou ao longo do tempo diversos episódios dramáticos — inclusive histórias de desespero, doença e tentativas de suicídio — que não podemos apresentar como fatos comprovados apenas porque aparecem em relatos modernos.

Tartini escrevendo a música
O despertar
IMPORTANTE: esta matéria separa deliberadamente a tradição lendária dos fatos históricos documentados. A história do sonho é tradicionalmente associada a Tartini; os detalhes posteriores atribuídos a esse episódio não devem ser tratados automaticamente como biografia comprovada.

A Sonata do Diabo

A obra existe. É a Sonata em Sol menor para violino conhecida mundialmente como Il Trillo del Diavolo, o Trinado do Diabo.

Mas existe uma primeira surpresa: embora a lenda atribua a composição ao episódio de 1713, a Los Angeles Philharmonic informa que a maioria dos estudiosos a situa provavelmente na década de 1740. A obra só apareceu impressa no fim do século XVIII, depois da morte de Tartini.

O que é documentadoGiuseppe Tartini viveu entre 1692 e 1770 e foi um dos grandes violinistas do período barroco.
O que pertence à tradiçãoO relato de que o Diabo apareceu em sonho e tocou para Tartini.
Uma dúvida cronológicaA tradição aponta 1713; estudiosos costumam situar a sonata na década de 1740.
PublicaçãoA sonata conhecida como “Devil's Trill” não foi impressa durante a vida de Tartini; a LA Phil registra publicação em 1798.
O violino em close
A técnica do trinado

Por que o trinado parece impossível?

O violino é o protagonista absoluto da sonata. No famoso trecho, Tartini combina duas cordas com um trinado na corda superior. O resultado pode dar ao ouvinte a impressão de que mais de uma linha musical está acontecendo ao mesmo tempo.

Não é necessário nenhum elemento sobrenatural para explicar a dificuldade. É técnica, coordenação, afinação, arco e controle de ambas as mãos levados a um nível extraordinário.

OUÇA O TRINADO DO DIABO

Coloque fones de ouvido e preste atenção à passagem do trinado. O efeito é especialmente impressionante quando as duas cordas parecem criar vozes simultâneas.

▶ OUVIR IL TRILLO DEL DIAVOLO NO YOUTUBE
Partitura e violino à luz de vela
A música que atravessou os séculos

O Diabo na música

Existe ainda outra história que ajudou a alimentar a fama demoníaca da peça: a associação entre o trítono e a expressão diabolus in musica.

O trítono é um intervalo de três tons inteiros. Seu som pode produzir forte sensação de tensão e instabilidade, e compositores o utilizaram para criar expectativa, inquietação e até representar personagens ou situações ameaçadoras.

Mas a Igreja realmente proibiu o trítono?

Não da maneira como a lenda popular costuma contar. A ideia de que a Igreja Católica teria criado uma proibição geral contra o trítono por ser “a música do Diabo” não encontra sustentação histórica simples. A expressão e sua evolução são muito mais complexas; o intervalo foi evitado em determinados contextos por razões musicais e técnicas, e a associação demoníaca ganhou força posteriormente.

Tartini e o Diabo — imagem histórica
Arquivo original

A lenda cresce

É justamente nesse ponto que a história de Tartini se torna fascinante. Temos um compositor real, uma obra real, um relato antigo sobre um sonho e uma música tecnicamente extraordinária.

Ao redor desses elementos, gerações acrescentaram detalhes, interpretações e explicações. A lenda cresceu até que o homem e a história passaram a ser quase inseparáveis.

Tartini e o Diabo — segunda imagem
Arquivo original

Entre história e imaginação

Não precisamos decidir que o Diabo realmente apareceu para Tartini para apreciar a história. O mistério está justamente no espaço que permanece entre aquilo que pode ser documentado e aquilo que só pode ser contado.

Tartini e o Diabo — terceira imagem
Arquivo original

O que realmente sabemos?

Sabemos que Tartini foi um músico extraordinário. Sabemos que a história do sonho foi associada a ele por Lalande. Sabemos que existe uma sonata em Sol menor chamada Il Trillo del Diavolo. E sabemos que sua escrita violinística exige enorme domínio técnico.

Também sabemos que a cronologia tradicional não deve ser aceita sem ressalvas. A sonata é geralmente datada da década de 1740, enquanto a história do sonho aponta para 1713.

Tartini e o Diabo — quarta imagem
Arquivo original

E se a música realmente tivesse vindo do sonho?

Talvez Tartini tenha tido um sonho extraordinariamente vívido.

Talvez tenha ouvido, durante o sono, uma música criada pelo próprio cérebro e acordado com fragmentos dela na memória.

Talvez a história tenha sido embelezada.

Ou talvez o compositor realmente tenha acreditado que ouvira algo que não sabia explicar.

A resposta permanece escondida

O DIABO REALMENTE TOCOU?

Não temos como provar.

E talvez seja justamente essa ausência de resposta que mantém o Trillo del Diavolo vivo.

IL TRILLO DEL DIAVOLO

O Trinado do Diabo.

Três séculos depois, a música continua sendo tocada.

E quando as notas começam a subir, o violino parece perguntar novamente aquilo que ninguém conseguiu responder:

quem estava realmente tocando naquela noite?

📜 Fontes e investigação

Universidade de Pádua — Giuseppe Tartini:
heritage.unipd.it

Los Angeles Philharmonic — Sonata in G minor, “Devil's Trill”:
laphil.com

Skeptical Inquirer — Diabolus in Musica e o mito da proibição do trítono:
skepticalinquirer.org

QUERO MEDO — pesquisa e reconstrução editorial. A narrativa distingue deliberadamente fatos documentados de tradição e lenda.

O TELEFONE PRETO 1 E 2: A FRANQUIA QUE FEZ O TERROR VOLTAR A ASSUSTAR | CRÍTICA QUERO MEDO

LEITURA AUTOMÁTICA
~1 min · 00:00
🎬 DOSSIÊ CINEMA QUERO MEDO

O TELEFONE PRETO 1 E 2

A ligação que transformou Ethan Hawke em um dos vilões mais perturbadores do terror moderno.

Algumas histórias começam quando alguém atende o telefone.

Outras começam justamente quando ninguém deveria atender.

O Telefone Preto pertence ao segundo grupo.

Scott Derrickson transformou um objeto comum em um dos maiores símbolos do terror moderno. Um telefone desconectado passou a significar esperança, medo e desespero ao mesmo tempo.

Quando o primeiro filme terminou, parecia impossível repetir aquela sensação.

Três anos depois, o telefone voltou a tocar.

E nós atendemos outra vez.

Imagem promocional oficial de O Telefone Preto (2022).
Imagem promocional oficial de O Telefone Preto (2022).

Quando o telefone toca, o medo muda de voz

Scott Derrickson já havia mostrado em A Entidade que entende como poucos a construção da tensão. Em O Telefone Preto, ele leva essa habilidade ainda mais longe.

O filme nunca corre.

Ele respira.

Cada ligação aumenta o peso daquela sala.

Cada conversa com uma criança morta transforma o impossível em estratégia.

Enquanto isso, Ethan Hawke cria um vilão que quase nunca precisa mostrar o próprio rosto. Sua máscara muda de expressão como se tivesse vida própria, tornando o Grabber ainda mais inquietante.

O verdadeiro protagonista, porém, é Finney.

O roteiro evita transformar seu sofrimento em espetáculo. Cada tentativa de fuga parece possível o suficiente para fazer você acreditar.

E é exatamente por isso que funciona.

Trailer oficial — O Telefone Preto (2022)

⭐ O Telefone Preto (2022)
O terror que transformou um telefone desconectado em esperança.
9,5
QUERO MEDO
📁 VEREDITO FINAL
🌑 Atmosfera9,8
🎭 Vilão10
⚡ Tensão9,6
🎬 Vale assistir?Sem pensar duas vezes.
⚠️ E ENTÃO VOCÊ PERCEBE...
O verdadeiro monstro nunca foi apenas o Grabber. Era a esperança insistindo em tocar dentro de um telefone que jamais deveria funcionar. E talvez seja justamente por isso que o silêncio entre uma ligação e outra assuste mais do que qualquer grito.

O Telefone Preto 2 atende outra ligação

O segundo não tenta repetir o milagre do primeiro.

Em vez de copiar o confinamento sufocante do porão, Scott Derrickson expande o universo sobrenatural criado pelas ligações.

O medo deixa de viver apenas dentro de uma sala.

Agora ele atravessa sonhos, memórias e paisagens cobertas de neve.

Essa mudança faz o filme perder parte da tensão claustrofóbica que tornou o original quase perfeito.

Mas também impede que a sequência exista apenas como nostalgia.

Ela encontra coragem para seguir outro caminho.

Imagem promocional oficial de O Telefone Preto 2 (2025).
Imagem promocional oficial de O Telefone Preto 2 (2025).

Trailer oficial — O Telefone Preto 2 (2025)

⭐ O Telefone Preto 2 (2025)
Expande o universo da franquia sem perder sua identidade.
8,5
QUERO MEDO

O veredito do Cinema Quero Medo

O primeiro nos ensinou que um telefone pode salvar uma vida.

O segundo prova que algumas ligações nunca terminam.

Ethan Hawke continua sendo um dos rostos mais perturbadores do terror moderno, e poucas franquias recentes conseguiram criar um símbolo tão simples quanto um telefone que jamais deveria tocar.

Se um terceiro toque acontecer...

Nós vamos atender.

CONTINUE NO QUERO MEDO
Se o telefone voltou a tocar, talvez você não devesse atender.
🎬 Pânico no Sótão 🏨 Os 17 Hotéis Mais Assombrados 🕴 O Homem da Capa Preta 😴 Paralisia do Sono