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5 SEITAS MAIS PERIGOSAS DA HISTÓRIA — OS CASOS QUE TERMINARAM EM MORTE E TERROR

Quero Medo • Investigação

AS 05 PIORES SEITAS DO MUNDO

Quando fé, poder e obediência passam do limite

Algumas organizações começam prometendo iluminação, comunidade, salvação ou uma vida melhor. O problema surge quando a autoridade de um líder passa a valer mais do que a própria consciência de quem o segue.

Nesta matéria, o Quero Medo revisita cinco grupos que ficaram marcados por episódios extremos e documentados. Não é uma lista de religiões: é uma seleção de casos em que ocorreram mortes, violência, terrorismo, abuso de poder ou crimes graves.

O assustador não é a crença. É até onde algumas pessoas chegaram quando a obediência deixou de ter limites.

Os números e acontecimentos abaixo foram revisados a partir de fontes históricas, governamentais e acadêmicas.

05 • O grupo que prometia “transitar” para outro mundo

Ordem do Templo Solar

Ordem do Templo Solar
Imagem histórica preservada da publicação original.

Fundada em 1984 por Luc Jouret e Joseph Di Mambro, a Ordem do Templo Solar combinava elementos esotéricos, templários e crenças ligadas a uma passagem espiritual para outro plano.

A história do grupo se tornou uma das mais perturbadoras do século XX. Em 1994, assassinatos e mortes em Québec e na Suíça revelaram a dimensão do desastre. Em 1995 e 1997 ocorreram novas tragédias relacionadas ao grupo.

Entre as vítimas estava um bebê de três meses, Christopher Dutoit. Investigações apontaram que a criança foi assassinada porque era vista pelo círculo dirigente como uma representação do Anticristo.

O número impressiona: fontes oficiais canadenses registram 74 mortes nas três tragédias relacionadas à Ordem do Templo Solar.

A ideia de “partir” para uma realidade superior acabou associada a uma sequência de assassinatos e mortes que ainda provoca perguntas sobre manipulação, fanatismo e responsabilidade individual dentro de grupos fechados.

▶ ASSISTA — DOCUMENTÁRIOS SOBRE O TEMPLO SOLAR
Pesquisa: Sûreté du Québec / INA
04 • O império espiritual que virou caso de bioterrorismo

Comunidade de Bhagwan Shree Rajneesh

Comunidade de Rajneesh
Imagem original associada ao caso.

Na década de 1980, seguidores de Bhagwan Shree Rajneesh, conhecido como Osho, construíram a comunidade de Rajneeshpuram, no Oregon, Estados Unidos. O projeto cresceu rapidamente e entrou em conflito com moradores e autoridades locais.

O caso tomou um rumo muito mais sombrio em 1984. Integrantes do grupo contaminaram alimentos em restaurantes de The Dalles com Salmonella numa tentativa de afetar a população e influenciar uma eleição local.

Não é apenas uma lenda: o FBI registra que mais de 750 pessoas adoeceram durante o ataque. Investigações posteriores encontraram evidências ligando a bactéria utilizada ao laboratório da comunidade.

O episódio é considerado um marco na história do bioterrorismo nos Estados Unidos e mostra como uma disputa política local pode adquirir proporções completamente inesperadas quando um grupo fechado dispõe de organização, dinheiro e disposição para ultrapassar limites.

Uma cidade inteira virou laboratório de uma guerra política. E as pessoas comuns foram usadas como alvo.
▶ ASSISTA — WILD WILD COUNTRY
Pesquisa: FBI / CDC — série documental disponível na Netflix
03 • O grupo que levou uma guerra religiosa ao metrô

Aum Shinrikyo

Aum Shinrikyo
Imagem histórica preservada da matéria original.

Fundada por Shoko Asahara, a Aum Shinrikyo começou como um movimento religioso, mas desenvolveu uma estrutura cada vez mais autoritária e passou a acumular armas, materiais químicos e outras capacidades perigosas.

Em 20 de março de 1995, integrantes da organização espalharam o agente químico sarin em cinco vagões de três linhas do metrô de Tóquio durante o horário de pico.

Resultado: 13 pessoas morreram e mais de 5.800 foram feridas, segundo a Agência de Inteligência e Segurança Pública do Japão.

O ataque não surgiu do nada. A investigação revelou uma organização que já havia participado de outros crimes violentos, incluindo um ataque químico anterior em Matsumoto.

O caso tornou-se um dos exemplos mais extremos de como uma organização fechada pode transformar crenças apocalípticas em violência contra pessoas que sequer conhecem o grupo.

▶ ASSISTA — DOCUMENTÁRIOS SOBRE A AUM SHINRIKYO
Pesquisa: Public Security Intelligence Agency / National Police Agency of Japan
02 • A seita que esperou uma nave atrás do cometa

Heaven’s Gate

Heaven's Gate
Imagem original associada ao caso Heaven’s Gate.

Liderados por Marshall Applewhite, os integrantes de Heaven’s Gate acreditavam que a humanidade estava prestes a passar por uma transformação e que uma nave extraterrestre acompanhava o cometa Hale-Bopp.

O grupo construiu uma comunidade altamente fechada, abandonando relações e referências do mundo exterior. Para seus integrantes, o corpo físico era apenas um “recipiente” temporário.

Em março de 1997, 39 integrantes morreram em Rancho Santa Fe, Califórnia. O episódio chamou atenção mundial não apenas pela quantidade de vítimas, mas pela organização e pelas crenças que cercavam a decisão coletiva.

Registro histórico: foram encontrados 21 mulheres e 18 homens entre as 39 vítimas. O grupo acreditava que deixaria o corpo para alcançar um nível superior associado à suposta nave espacial.

Heaven’s Gate permanece como um dos casos mais estudados quando se discute influência de líderes, isolamento social, pensamento apocalíptico e a capacidade de um grupo reinterpretar a própria morte como uma forma de salvação.

▶ ASSISTA — TRAILER OFICIAL: HEAVEN’S GATE ▶ ASSISTA — DOCUMENTÁRIO SOBRE HEAVEN’S GATE
Pesquisa: Journal of Computer-Mediated Communication / HISTORY / Max
01 • Jonestown — quando a “utopia” terminou em tragédia

Peoples Temple

Jim Jones e Peoples Temple
Imagem original preservada da publicação.

Jim Jones criou o Peoples Temple apresentando o grupo como uma comunidade dedicada à igualdade e à ajuda social. Com o passar do tempo, porém, a organização tornou-se cada vez mais centralizada em torno de seu líder.

Na década de 1970, parte dos seguidores mudou-se para a Guiana e estabeleceu Jonestown, uma comunidade remota que Jones apresentava como uma espécie de utopia.

Em novembro de 1978, o congressista americano Leo Ryan viajou ao local para investigar denúncias envolvendo a comunidade. Quando sua delegação tentou deixar a região, Ryan e outras pessoas foram assassinados no aeroporto de Port Kaituma.

Depois veio Jonestown. A tragédia de 18 de novembro de 1978 deixou 918 mortos no total, incluindo mulheres, homens e crianças.

A documentação histórica mostra que o número total inclui 909 mortes em Jonestown e outras nove ocorridas em outros pontos relacionados ao episódio. Por isso, números diferentes aparecem em algumas publicações antigas.

Outro detalhe que torna o caso especialmente perturbador é que nem todas as pessoas participaram voluntariamente: há registros de coerção e de crianças entre as vítimas.

Não foi simplesmente uma história de “seguidores fanáticos”. A tragédia envolveu uma estrutura de poder, isolamento, violência, medo, coerção e assassinatos. Por isso, especialistas também discutem o episódio como assassinato em massa, além da expressão tradicional “suicídio em massa”.
▶ ASSISTA — JONESTOWN: PARADISE LOST ▶ ASSISTA — DOCUMENTÁRIO JIM JONES / JONESTOWN
Pesquisa: National Archives / Jonestown & Peoples Temple — SDSU

O MAIS ASSUSTADOR?

Nenhum desses casos começou com a promessa de uma tragédia.

Começaram com ideias, crenças, esperança, comunidade e pessoas seguindo alguém.

O perigo apareceu quando questionar deixou de ser permitido.

Quando obedecer se tornou mais importante do que pensar.

Quero Medo — investigação de histórias reais, lendas e os acontecimentos mais perturbadores da história.

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5 comentários:

  1. No youtube.A banda América concrete blonde fez uma musica sobre o ocorrido,vale a pena ouvi-la ela se chama jonestown,

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  2. O maluco místico indiano kkk morri

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  3. O Rajneesh é mais conhecido hoje como Osho, nome que ele adotou em seus últimos anos. Curiosamente, o fato citado, o envenenamento, não foi obra do grupo, mas de sua secretária, conhecida por agir por conta. Por outro lado, há denúncias abomináveis contra Osho, como promoção de casas de prostituição com menores (não sei se isso foi comprovado), aborto de um filho que ele teve com uma discípula (fortes indícios), consumo de drogas (admitido pelo mesmo, procurem no Google por "o Buda da mangueira de borracha"). Também curioso é o fato do cara ostentar carrões e relógios caros, enquanto vivia num trailer pobre e imundo, vai ver que é um lance de esquizofrenia mesmo. Uma pena mesmo, esse cara tinha um talento enorme, até mesmo mestres espirituais sérios na Índia diziam a respeito dele: esse cara tem a aura de um iluminado, mas suas palavras são mentiras, ele não faz nenhum sentido. O cara perverteu completamente o tantra, que nunca foi projetado para pais de família e donas-de-casa. Bom, post velho, mas essa foi a minha pequena contribuição. Fui.

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