Você usa o tempo, ou ele usa você?
Não me abrace. Eu estou assustado 2 — quando o relógio deixa de marcar o tempo e começa a marcar você.
O tempo está presente em tudo.
Ele está no relógio pendurado na parede. No despertador que toca quando ainda queremos dormir. No calendário que nos lembra que outro mês terminou. No espelho, que silenciosamente mostra que alguma coisa mudou.
Nós contamos os segundos, os minutos, os anos.
Mas existe uma pergunta muito mais estranha:
É justamente essa sensação que Don't Hug Me I'm Scared 2 — TIME transforma em algo desconfortável, absurdo e perturbador.
O que acontece quando começamos a perceber o tempo?
No começo, ele parece apenas uma ferramenta.
Precisamos chegar ao trabalho em determinado horário. Esperamos o fim de semana. Contamos os dias para as férias. Marcamos aniversários. Fazemos planos para o futuro.
E, sem perceber, passamos a organizar a própria vida em torno dele.
O relógio não precisa correr atrás de nós.
Nós corremos atrás dele.
O relógio
Em TIME, o relógio deixa de ser apenas um objeto. Ele ganha presença. Fala. Ensina. E transforma uma coisa cotidiana em algo cada vez mais estranho.
Aquilo que parecia inocente começa a ficar desconfortável.
Porque o tempo não pergunta se estamos preparados para a próxima hora.
Ele simplesmente continua.
O tempo realmente existe?
Essa é uma das perguntas mais antigas da filosofia e também uma questão fascinante da física.
Na ciência, o tempo faz parte da descrição do universo e está ligado ao espaço. Relógios são instrumentos usados para medir intervalos de tempo, mas a experiência que temos da passagem do tempo é outra coisa.
Uma hora esperando alguma coisa pode parecer interminável.
Uma hora fazendo algo que gostamos pode desaparecer quase sem deixar rastro.
O relógio pode marcar o mesmo intervalo.
Mas nossa mente não necessariamente o sente da mesma maneira.
E nós?
Existe algo ainda mais assustador no tempo: ele não precisa fazer nada para nos transformar.
Os anos passam. O corpo muda. A memória acumula acontecimentos. Pessoas entram e saem de nossas vidas. Lugares desaparecem. Fotografias envelhecem enquanto continuamos olhando para elas.
Envelhecer também não pode ser reduzido simplesmente à ação do oxigênio. É um processo complexo, envolvendo muitos mecanismos biológicos.
Mas existe uma sensação que permanece:
Foi ontem.
Foi há dez anos.
Foi há vinte.
E, de repente, o relógio parece muito menos inocente.
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Veja o episódio que inspirou esta matéria e tire suas próprias conclusões.
▶ ASSISTA — TIME ▶ ASSISTA NO VIMEOTalvez o verdadeiro medo seja esse
Não existe monstro escondido atrás do relógio.
Não existe uma criatura esperando a próxima badalada.
Existe apenas o movimento inevitável dos ponteiros.
Segundo após segundo.
Minuto após minuto.
Enquanto você lê estas palavras, alguns segundos já desapareceram.
E não importa quanto dinheiro você tenha, quantas coisas consiga comprar ou quantos planos faça.
Você não consegue guardar um segundo.
Talvez sejamos nós que estamos correndo atrás dele.
Agora olhe para o relógio.
Quanto tempo passou enquanto você lia?
E, principalmente...
o que você estava fazendo com esse tempo?
Adorei! tão bom quanto o primeiro, parabéns!
ResponderExcluirEsses vídeos são legais, e muito bizarros!
ResponderExcluirBizarro... Pena que eu não consigo compreender bem...
ResponderExcluirAdorei \o/
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