O CASO DAS MÁSCARAS DE CHUMBO
1º Mistério Nacional do Blog. E talvez um dos mais desconcertantes: o caso pode ser lido como investigação policial, episódio ufológico, experiência esotérica, acidente ou crime. O problema é que nenhuma dessas explicações conseguiu fechar todas as lacunas.
Em agosto de 1966, dois técnicos em eletrônica de Campos dos Goytacazes, Manoel Pereira da Cruz, de 32 anos, e Miguel José Viana, de 34, viajaram para Niterói. Três dias depois, seus corpos seriam encontrados no alto do Morro do Vintém.
A cena que transformou o caso em lenda
Os corpos estavam lado a lado, vestidos formalmente e com capas impermeáveis. Não havia, à primeira vista, ferimentos que explicassem as mortes. Ao redor estavam uma garrafa de água, toalhas, objetos pessoais, as máscaras de chumbo e anotações.
É justamente essa combinação de objetos banais e estranhos que tornou o caso tão difícil de esquecer. Uma garrafa de água pode ser apenas uma garrafa de água. Uma máscara pode ser apenas uma peça de proteção. Mas, juntas, dentro de uma cena de morte sem causa definida, elas passaram a parecer partes de alguma coisa maior.
O bilhete das 16h30
Entre as evidências estava uma anotação com horários e instruções. A formulação mais conhecida do bilhete registra uma sequência envolvendo o local determinado, a ingestão de uma cápsula, a proteção de metais e a espera por um “sinal” relacionado à máscara.
Esse detalhe é talvez mais inquietante do que as próprias máscaras. Ele indica que a ida ao Morro do Vintém não parece ter sido um passeio improvisado. Havia um plano, havia horário e havia alguma coisa que os dois esperavam que acontecesse.
Mas o bilhete não diz por que eles fariam aquilo. E essa diferença é fundamental.
A última viagem
A pergunta que a perícia não conseguiu responder
É comum encontrar na internet a afirmação de que a autópsia “provou” que os dois não tinham sido envenenados. Essa formulação é problemática.
O material contemporâneo e reconstruções posteriores indicam que a investigação não conseguiu estabelecer uma causa de morte. Anos depois, a Rede Globo, ao reconstituir o caso no programa Linha Direta Justiça, informou que o exame toxicológico dos corpos não pôde fornecer a resposta esperada porque o material biológico havia se deteriorado. As exumações de 1967 também não resolveram o enigma.
E o chumbo?
As famosas “máscaras” eram, na realidade, placas de chumbo moldadas de forma rudimentar. Uma análise pericial posterior descreveu o material, suas dimensões e peso, mas não encontrou nelas uma explicação para as mortes.
O chumbo também alimentou a associação do caso com radiação. Só que uma coisa é descobrir uma placa de chumbo; outra é demonstrar que ela estava sendo usada para proteger os homens de uma fonte radioativa. A investigação disponível não permite fazer esse salto.
A hipótese extraterrestre
O caso entrou rapidamente no imaginário ufológico porque testemunhas relataram ter visto um objeto luminoso na região na noite em que os homens morreram. A coincidência é intrigante, mas não constitui prova de que os dois tenham encontrado uma nave ou seres extraterrestres.
Essa distinção é importante porque o mistério fica mais interessante quando não precisamos inventar uma resposta. O objeto luminoso é um relato. As mortes são um fato. A conexão entre os dois continua sendo uma hipótese.
As hipóteses — e o que falta em cada uma
O mais honesto, portanto, é admitir que o caso contém elementos reais suficientes para ser extraordinário sem que seja necessário transformar as hipóteses em fatos.
O detalhe que talvez seja mais assustador
Existe uma tentação natural de procurar uma explicação gigantesca: extraterrestres, experiências secretas, sociedades ocultas. Mas existe outra possibilidade, muito mais desconfortável.
Talvez os dois homens soubessem exatamente o que pretendiam fazer.
Talvez esperassem alguma coisa naquele morro.
Talvez tenham tomado uma substância.
Talvez tenham cometido um erro.
Ou talvez uma terceira pessoa tenha interferido.
O problema é que, quando a investigação perde justamente as provas capazes de responder a essas perguntas, o vazio passa a ser ocupado pela imaginação.




Assustador ! porém eu ja cheguei a assistir esse caso mais na época não sei se fiquei mais com medo do caso ou do programa linha direta kkkkkkkk'
ResponderExcluirlol caso loco haushause
ResponderExcluirTambém acredito que seja uma falha tentativa de contato através de meios ritualísticos,Eu mesmo conheço alguns deles para se comunicar com seres da 4° e 5° dimensão,mas na maioria das vezes o espirito da pessoa que faz o ritual não está preparado para o encontro assim como seus corpos que também acabam por não suportar a grande emanação de energia,desta forma os levando a óbito,e o porque da máscara de chumbo é pelo fato da grande irradiação de energia que é concentrada em volta do ritualizador,mesmo com a máscara somos capazes de ver as entidades pois sua grande irradiação de energia acaba por tornar a máscara de chumbo como um simples filtro de visão,e também é um meio de evitarmos que nossas mentes venham a ser invadidas,Bom isso é tudo o que sei...Abraço.
ResponderExcluirAlmas...
ResponderExcluirDante... muito bom comentário, tão envolvente quanto o post!
ResponderExcluirConheci essa história no primeiro semestre de faculdade. Muito sinistro.
ResponderExcluirSegundo os céticos eles morreram por eletrocussão uma vez que chovia muito no dia dos fatos.
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