DICA DE FILME — QUARTO 1408
O quarto que ninguém deveria ocupar
Mike Enslin chega ao Dolphin como um cético. Seu trabalho é visitar lugares considerados sobrenaturais e provar que existe uma explicação para aquilo que as pessoas chamam de assombração. O quarto 1408, entretanto, é diferente: o gerente Gerald Olin tenta convencê-lo a desistir, relatando que dezenas de hóspedes morreram ali ao longo dos anos.
Enslin insiste. E é exatamente quando um homem acostumado a procurar truques decide passar a noite naquele quarto que a história começa a inverter as regras: em vez de investigar o medo, ele passa a ser investigado por ele.
Stephen King e a origem da história
“1408” é originalmente um conto de Stephen King, publicado em 2002 na coletânea Everything’s Eventual. Antes disso, King havia criado as primeiras páginas como exercício de revisão para seu livro On Writing; a ideia acabou crescendo e virou uma história completa.
A adaptação cinematográfica chegou aos cinemas em 2007, dirigida por Mikael Håfström, com John Cusack como Mike Enslin e Samuel L. Jackson como Gerald Olin. O filme transforma o confinamento do conto em uma experiência visual cada vez mais claustrofóbica.
Por que 1408 funciona tão bem?
O terror do filme não depende apenas de uma aparição. O verdadeiro pesadelo é a sensação de que o espaço deixou de obedecer às regras normais. O quarto parece manipular tempo, memória, percepção e medo, fazendo Enslin questionar aquilo que está vendo.
E existe uma ironia central: o protagonista entrou ali para escrever sobre fantasmas, mas sua maior dificuldade passa a ser descobrir se ainda pode confiar nos próprios sentidos. É essa transformação de investigador em vítima que dá força à história.
Algumas portas existem para serem abertas. A 1408 talvez exista para permanecer fechada.
Filme de 2007, dirigido por Mikael Håfström.
WTF? É Stephen King man .-.
ResponderExcluirCorreto, é Stephen King. O filme é ruim, mas o conto é muito bom.
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