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CADEIRA ELÉTRICA: A HISTÓRIA DO MÉTODO DE EXECUÇÃO

CADEIRA ELÉTRICA

COMO FUNCIONA? • HISTÓRIA • CIÊNCIA • EXECUÇÃO

Durante muito tempo, a cadeira elétrica foi apresentada como uma alternativa moderna aos métodos de execução do século XIX. Mas a história de sua criação e de seu uso revelou algo muito diferente: um dos instrumentos mais controversos da pena de morte.

Nesta matéria, vamos entender de forma didática o que é a cadeira elétrica, por que ela foi criada, como a eletricidade afeta o corpo e por que o método se tornou tão controverso.

O primeiro uso
A primeira execução em cadeira elétrica ocorreu em 6 de agosto de 1890, na prisão de Auburn, em Nova York. William Kemmler foi o primeiro condenado a morrer por eletrocussão.
COMO A ELETRICIDADE PRODUZ O EFEITO?

A ideia básica é fazer a corrente elétrica atravessar o corpo entre eletrodos posicionados em regiões diferentes. O corpo humano conduz eletricidade porque seus tecidos e líquidos contêm íons capazes de transportar carga.

Voltagem não é a mesma coisa que corrente

Voltagem é a diferença de potencial que impulsiona a corrente. Corrente elétrica é o fluxo de carga que efetivamente atravessa o corpo. O efeito de uma descarga depende da combinação desses fatores, além do caminho percorrido pela corrente, da duração e da resistência dos tecidos.

TRONO LETAL

A cadeira é projetada para manter o condenado imobilizado e estabelecer um caminho elétrico entre os eletrodos. O objetivo declarado historicamente era produzir inconsciência e morte por meio da passagem de corrente pelo corpo.

ESPONJA E ELETRODO

Uma esponja umedecida com solução condutora era colocada entre o eletrodo e a cabeça. A umidade melhora o contato elétrico entre o metal e a pele. Sem contato adequado, a resistência aumenta e o aquecimento superficial pode se tornar mais intenso.

CAPACETE

O capacete metálico abriga um dos eletrodos. A cadeira tradicional também utiliza outro eletrodo em uma região inferior do corpo, criando o circuito necessário para a passagem da corrente.

O QUE A CORRENTE FAZ AO CORPO?

Quando uma corrente intensa atravessa o organismo, ela pode interferir profundamente no funcionamento do sistema nervoso e do coração. Também pode provocar contrações musculares violentas, queimaduras e lesões térmicas.

CÉREBRO E SISTEMA NERVOSO

A eletricidade interfere na atividade elétrica normal das células nervosas. Uma descarga suficientemente intensa pode provocar perda de consciência e alterações neurológicas graves.

CORAÇÃO

O coração depende de sinais elétricos muito precisos para manter seu ritmo. Correntes externas podem desorganizar essa atividade, levando a arritmias graves e parada cardíaca.

CALOR E QUEIMADURAS

Parte da energia elétrica é convertida em calor nos tecidos. Por isso, além dos efeitos sobre o sistema nervoso e o coração, a eletrocussão pode produzir queimaduras severas.

POR QUE HAVIA CINTAS?

As cintas serviam para manter o corpo preso à cadeira. Durante uma descarga intensa, os músculos podem sofrer contrações involuntárias e muito fortes. A imobilização também fazia parte do procedimento de execução.

VESTIDO PARA MORRER

Historicamente, o condenado era preparado antes de ser levado à sala de execução. O procedimento incluía a fixação do corpo à cadeira e a colocação dos eletrodos.

DEPILAÇÃO

Os pelos podiam dificultar o contato adequado do eletrodo com a pele e aumentar o risco de aquecimento superficial. Por isso, determinadas áreas eram raspadas.

IMOBILIZAÇÃO

O condenado era preso pelos membros e pelo tronco para permanecer na posição estabelecida durante o procedimento.

O PRIMEIRO TESTE FOI UM FRACASSO?

Em certo sentido, a primeira execução demonstrou justamente os problemas que tornariam a cadeira tão controversa. Em 1890, William Kemmler recebeu uma primeira descarga que não o matou imediatamente. Uma segunda descarga foi necessária.

1890
Um começo problemático.
A execução de Kemmler durou vários minutos e produziu cenas descritas pelas testemunhas como extremamente perturbadoras. O episódio tornou-se um dos capítulos mais conhecidos da história da cadeira elétrica.
DE ONDE VEIO A IDEIA?

A criação da cadeira elétrica aconteceu no contexto da chamada “Guerra das Correntes”, a disputa tecnológica entre sistemas de corrente contínua e corrente alternada no final do século XIX. A primeira cadeira foi alimentada por corrente alternada.

Uma curiosidade histórica

A disputa envolvendo Thomas Edison, Nikola Tesla e George Westinghouse acabou se misturando à história da cadeira elétrica. Edison defendia a corrente contínua, enquanto Tesla e Westinghouse impulsionavam a corrente alternada. A cadeira elétrica utilizou justamente a corrente alternada.

E POR QUE O MÉTODO ENTROU EM DECLÍNIO?

A cadeira elétrica passou a ser cada vez mais questionada por causa dos relatos de execuções malsucedidas, sofrimento e dificuldades técnicas. A partir do fim do século XX, a injeção letal tornou-se o método preferido em muitos estados americanos, embora a cadeira não tenha desaparecido completamente.

O QUE HÁ DE CERTO — E O QUE PRECISA DE CUIDADO?

Os números e alguns detalhes técnicos encontrados em matérias antigas, inclusive os publicados originalmente na revista Mundo Estranho, podem variar conforme a época e a fonte. Por isso, nesta versão, os princípios físicos e os principais acontecimentos históricos foram mantidos, mas afirmações muito específicas sobre voltagem, duração e efeitos foram tratadas como descrições históricas de protocolos, e não como uma fórmula universal.

Importante: a cadeira elétrica não funciona simplesmente porque “tem muita voltagem”. O resultado de uma descarga depende da corrente, do caminho pelo corpo, da resistência dos tecidos, do tempo de exposição e de outros fatores elétricos e fisiológicos.

Em resumo

1. Um gerador produz uma diferença de potencial.

2. Eletrodos estabelecem contato com o corpo.

3. A corrente percorre os tecidos entre os eletrodos.

4. A descarga interfere no sistema nervoso e na atividade cardíaca.

5. A resistência dos tecidos também transforma parte da energia em calor, causando lesões.

Pesquisa complementar: HISTORY — registro histórico da primeira execução por cadeira elétrica e da chamada Guerra das Correntes. A execução de William Kemmler ocorreu em 6 de agosto de 1890.

A matéria original foi encontrada na revista Mundo Estranho, conforme informado no texto enviado para esta revisão.
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14 comentários:

  1. Deus me livre! Naum qr nem chegar perto de uma dessas!!! E alias gostei muito desse post :)

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    1. Eu também to correndo dela! hehehe Valeu ! volte sempre.Abraços

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  2. Naum sei vcs mas eu acho bem mais humano ( e ate prefiriria) o enforcamento do q a cadeira eletrica!!!!

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    1. Esse método é realmente cruel. Tem um filme chamado A espera de um milagre, e numa cena mostra um preso sendo executado na cadeira elétrica, mas sem a esponja. Assim... é um filme mas a cena é chocante.

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  3. Eu tenho esse filme em casa mas nunca vi, mas assim q tiver um tempinho vou assistir

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    1. É ótimo o filme. Tenho certeza que vai adorar. Abraços

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  4. Santa Mãe de Deus, eu lendo e imaginando a agonia dos condenados, me fez repensar bastante na pena de morte, acho que ninguém tem o direito de tirar a vida de um ser humano, se ele errou por que matou 1000 pessoas não é tirando a vida de outra pessoa que vai resolver o caso. ps: Ótimo Post

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  5. Olá Naomi como vai? Eu também não sou a favor da pena de morte. Existem outros meio de punir alguém. Mesmo que ele mereça a sociedade não deve se comportar como um assassino. Abraços e volte sempre!

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  6. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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    1. Desculpe Gilson ter que remover o comentário, mas infelizmente segundo a uma lei estadual eu sou em partes responsável por ele! Abraços e valeu pela visita.

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  7. Post interessante. Será que teve algum caso de algum condenado que sobreviveu à cadeira elétrica?

    Seria interessante um post à respeito, o que acha?

    Parabéns pelo o blog, gostei muito ^^

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    1. Olá Luiz. Uma ótima idéia de postagem, valeu pela dica. Que bom que gostou do blog e obrigado pela visita e comentário. Volte sempre que quiser. Abraços!

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    2. Olha Luiz, mesmo que alguém tenha sobrevivido ao choque no primeiro momento, coisa que acho muito difícil, as sequelas deixadas pela passagem da corrente elétrica nos órgãos e principalmente no cérebro, certamente o levaria à morte em pouco tempo, ou até o mesmo iria viver vegetativamente.

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