A VERDADEIRA HISTÓRIA POR DETRÁS DE ALICE
ALICE REALMENTE EXISTIU?
Vocês já devem ter ouvido falar de Alice. Sim, Alice! Aquela garota sem travas na língua que cai numa toca de coelho e acaba indo parar no que ela chamou de “País das Maravilhas”.
A resposta é sim — mas com uma ressalva importante. Alice Liddell existiu. Ela era filha de Henry Liddell, então deão de Christ Church, em Oxford, e conheceu Charles Lutwidge Dodgson, o homem que escreveria sob o pseudônimo de Lewis Carroll.
A própria documentação da British Library registra o manuscrito original de Alice’s Adventures Under Ground e relaciona sua origem a um passeio de barco em 1862 com Alice e suas irmãs. Dodgson começou a contar a história durante a viagem.
O HOMEM POR TRÁS DO PSEUDÔNIMO
O nome verdadeiro de Lewis Carroll era Charles Lutwidge Dodgson. Ele foi matemático, professor em Christ Church, clérigo e fotógrafo, além de escritor.
Seu pseudônimo surgiu a partir de seus nomes próprios, traduzidos e adaptados para o latim e depois para o inglês. A British Library identifica explicitamente “Lewis Carroll” como o nome literário de Dodgson.
A HISTÓRIA NASCEU NUM PASSEIO DE BARCO
Em 4 de julho de 1862, Dodgson acompanhou as irmãs Lorina, Alice e Edith Liddell em um passeio pelo rio Tâmisa até Godstow, juntamente com o reverendo Robinson Duckworth.
Durante o passeio, Dodgson contou uma história sobre uma menina chamada Alice. A narrativa seria posteriormente transformada no manuscrito Alice’s Adventures Under Ground, entregue a Alice Liddell, e depois ampliada para o livro publicado em 1865 como Alice’s Adventures in Wonderland.
CARROLL FOTOGRAFAVA MENINAS
Sim. Dodgson foi um fotógrafo dedicado durante décadas e fotografou muitas crianças, especialmente meninas. O Museu de História da Ciência de Oxford registra que ele começou a fotografar em 1856 e produziu cerca de três mil imagens ao longo de sua carreira.
Também existem fotografias de meninas em poses que hoje podem causar desconforto. O Metropolitan Museum observa que suas imagens infantis podem revelar uma dimensão problemática e sexualizada ao olhar contemporâneo.
Isso torna legítimo discutir o comportamento e o imaginário de Carroll. O que não é legítimo é transformar automaticamente essa controvérsia em uma certeza histórica de que ele era pedófilo ou afirmar que existe uma prova definitiva de que Alice Liddell foi sua amante. As evidências não permitem essa conclusão simples.
ELA FOI UMA DE SUAS MODELOS
Alice Liddell foi fotografada por Dodgson várias vezes. O Bodleian Libraries, de Oxford, registra inclusive a aquisição de dois retratos de Alice feitos por ele: The Beggar Maid, de 1858, e Alice Liddell Wearing a Garland, de 1860.
Isso é documentação histórica. A interpretação sobre o que Dodgson sentia por ela, porém, continua sendo objeto de debate entre estudiosos.
“CARROLL ERA APAIXONADO POR ALICE”
Essa é uma das afirmações mais repetidas quando se conta a “verdadeira história” de Alice. O problema é que sentimentos privados não podem ser tratados como fatos simplesmente porque uma interpretação parece plausível.
Carroll tinha uma amizade próxima com a família Liddell e Alice foi claramente uma figura importante em sua vida e em sua obra. Mas afirmar que ele era romanticamente apaixonado por ela como fato comprovado vai além do que as fontes históricas disponíveis permitem afirmar com segurança.
O MISTÉRIO QUE AINDA INCOMODA
O post antigo dizia que a mãe de Alice teria queimado cartas de Carroll e destacava frases extremamente afetuosas. Existe, de fato, uma história complexa envolvendo a correspondência e a relação entre Dodgson e a família Liddell, mas os detalhes sobre o que foi destruído e por quê são mais difíceis de estabelecer do que a narrativa popular sugere.
Por isso, nesta versão preferimos não apresentar frases específicas ou intenções pessoais como fatos comprovados quando a documentação não permite essa certeza.
ALICE NÃO PRECISA DE UMA HISTÓRIA INVENTADA
A postagem original terminava com uma provocação: clássicos infantis costumam parecer absolutamente seguros porque crescemos confiando neles.
Mas os clássicos foram escritos por pessoas reais, em épocas diferentes da nossa. Carroll era um homem complexo: matemático, escritor, fotógrafo, religioso e alguém cuja relação com crianças e cuja produção fotográfica continuam sendo discutidas.
Isso é muito mais interessante do que simplesmente dizer “Alice é uma história de um pedófilo”. A primeira afirmação pode ser investigada historicamente; a segunda transforma uma questão complexa em um veredito sem base suficiente.
ALICE MADNESS RETURNS
O post antigo também apresentava uma versão muito diferente da personagem: Alice: Madness Returns, jogo lançado em 2011 pela Electronic Arts e desenvolvido pela Spicy Horse.
Nessa versão, Alice é uma jovem traumatizada que retorna a um País das Maravilhas sombrio e distorcido. É uma releitura deliberadamente adulta e macabra do universo de Carroll — e não uma representação da vida real de Alice Liddell.
VEJA A OUTRA ALICE
O vídeo que acompanhava a postagem antiga apresentava Alice: Madness Returns. O link original foi mantido como referência, sem incorporar um player pesado à matéria.
▶ ASSISTIR AO VÍDEO
VEREDITO QUERO MEDO
Alice Liddell existiu. Lewis Carroll existiu. E Alice no País das Maravilhas realmente nasceu de uma história contada a Alice e suas irmãs.
O restante é mais complicado. As fotografias de Carroll de crianças são reais e levantam questões legítimas; sua relação com Alice foi próxima e historicamente importante. Mas transformar tudo isso em uma prova de pedofilia ou em uma paixão comprovada vai além das evidências.
A verdadeira história é justamente essa mistura desconfortável de documentação, interpretação e mistério. E, para o Quero Medo, talvez seja muito mais interessante deixar algumas perguntas abertas do que inventar respostas.
rrsrs gostei desse tópico ainda mais na imagem do final ehehehe essa eu queria aki em casa heuaheau
ResponderExcluirÉ Junior ...Quem não queria heim? Até breve!
ExcluirConfeco que nunca tinha visto nada parecido da historia da primeira alice
ResponderExcluirmas eu ja jogei o jogo da segunda alice mas ele riscou antes de eu dar final =(
A terceira nao faz eu nao gostei =P
Que azar Carolina o final é muito bom! Sobre a primeira Alice a história não é muito conhecida, mas é bem interessante espero que tenha gostado. É bom te-la no blog novamente você tava sumida! Já a terceira eu entendo que não goste :)
Excluirhttp://www.youtube.com/watch?v=ETvQXjdSkx8 --- Quer ver o final?
De acordo com o que está escrito na contra-capa do meu exemplar de "Alice no país das maravilhas", Alice Liddel tinha 4 anos quando Lewis Carroll lhe contou a estória. A personagem principal, Alice, é que tinha 7 anos.
ResponderExcluirOlá Giulia. Segundo as pesquisas ela possuía também 07, mas vou aprofundar mais e se tiver errado modifico. Obrigado pela dica e pela visita. Volte sempre!
ResponderExcluirAaaa tbm tem que ele deve ter tomado um chá de cogumelos pra ter feito esse livro..só pode ^^'
ResponderExcluirAaaa tbm tem que ele deve ter tomado um chá de cogumelos pra ter feito esse livro..só pode ^^'
ResponderExcluiralém de tudo isso, já ouvi falar que Lewis Carroll foi um dos suspeitos de ser o Jack Estripador
ResponderExcluirQuando eu li o livro "Aventuras de Alice no país das maravilhas & através do espelho e o encontrou lá",que tem comentários sobre o autor achei muito estranha a relação dele com as meninas Liddell e principalmente com a Alice,Mas não havia pesquisado nada sobre o assunto.
ResponderExcluirÓtimo post estou adorando o quero medo.
não sabia disso.
ResponderExcluirSempre fui muito fã de Carrol, principalmente pela Alice e ler isso agora foi meio que um choque
ResponderExcluirpra mim :/
Estou chocada. Fetiche estranho. Contudo sempre pensei que o autor dessa obra é um génio louco, tem todo o jeito disso. Fiquei curiosa para ler o livro original. É difícil encontrar as estórias originais, encontram-se só as versões disney, ou versões contos de fadas. Como nas histórias que os irmãos Grimm criaram (originais da imaginação deles), havia partes bastante sádicas, como na Cinderella, em que as duas meias irmãs cortam os pés para o pé puder caber no sapatinho de cristal.
ResponderExcluirAlice, deep web, ate a onde vai a toca do coelho, imagens da deep web de crianças chorando por causa de coelhos pertubadores acho que to paranoica
ResponderExcluirFatos totalmente desconhecidos. Conhecimento nunca é demais.
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