CIRCO DOS HORRORES
ANTES DO ESPANTO, EXISTIAM PESSOAS
Charles Eisenmann (1855–1927) foi um fotógrafo que ficou conhecido por seus retratos de pessoas associadas aos chamados freak shows de Nova York, especialmente no ambiente de Bowery, em Manhattan.
A postagem antiga descrevia essas pessoas como “aberrações” ou “monstros”. Hoje, esse vocabulário é reconhecido como parte do olhar desumanizante daquela época. Não eram monstros: eram pessoas com diferentes características físicas, muitas vezes colocadas em exposição como espetáculo.
É justamente essa mudança de perspectiva que torna o arquivo ainda mais forte: as fotografias são históricas, mas o modo como essas pessoas foram apresentadas ao público também conta uma história.
O FOTÓGRAFO DO BOWERY
Eisenmann manteve um estúdio no Bowery e produziu uma grande quantidade de retratos de pessoas que eram exibidas em atrações de variedades e freak shows. Seus retratos acabaram se tornando importantes documentos visuais desse universo do final do século XIX.
A imagem antiga pode causar impacto, mas vale olhar além da aparência: roupas, poses, cenário e a própria apresentação revelam como aquelas pessoas eram transformadas em personagens diante da câmera.

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O QUE ESTAMOS REALMENTE VENDO?
Quando uma fotografia antiga é chamada simplesmente de “assustadora”, existe o risco de esquecermos quem está diante da câmera.
Estas imagens podem ser estranhas, desconfortáveis e até perturbadoras para o olhar atual. Mas o interesse histórico está justamente em perceber que o extraordinário não era uma criatura sobrenatural — era uma pessoa sendo transformada em atração.
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FAMA, CURIOSIDADE E EXPLORAÇÃO
Os freak shows faziam parte de uma indústria de entretenimento que explorava a curiosidade do público diante de pessoas consideradas diferentes. Algumas pessoas exibidas podiam encontrar nessa atividade uma forma de sustento ou de fama; outras estavam submetidas a condições profundamente exploratórias.
Por isso, não existe uma única história por trás de todas essas fotografias. Cada retrato merece ser tratado como documento de uma pessoa e de uma época, não como prova de que alguém era uma “aberração”.
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VEREDITO QUERO MEDO
O arquivo é macabro — mas a história por trás dele é ainda mais interessante do que o rótulo “circo dos horrores”.
As fotografias mostram pessoas reais registradas em um período em que diferenças físicas eram frequentemente transformadas em espetáculo. O impacto visual permanece, mas hoje podemos enxergar também a dimensão humana e histórica dessas imagens.
É triste, mais é de verdade.
ResponderExcluirbeijos!!
É realmente triste Janice. Naquela época havia pouco entendimento e as pessoas que possuíam alguma deformidade eram excluídas da sociedade. Ainda são, mas em grau menor. Até breve!
ExcluirVi um cara com 3 dedos aqui no bairro, colocaram no apelido dele de Grampola...
ResponderExcluirtadinho, nunca conseguiu ser sociável e como os dedos dele são grossos, a ultima namorada pediu pra ele enfiar na vagina dela, ele se sentiu ofendido e terminou com ela.
É...até hoje a coisa continua. Essa namorada é muito insensível e ninfomaníaca. Mas infelismente a história é um pouco engraçada.
Excluirna segunda foto é o Khal Drogo.... tem até o Chewbacca aí :)
ResponderExcluir(com todo o respeito!)
fui a um museo, no Mexico, que se chamava Ripley
ResponderExcluircaraii.....
existiam milhares de coisas desse tipo
mulher barbada, homem de duas faces
..........
doidera
É completamente triste expôr estas pessoas como meio de diversão para o publico. Acho uma atrocidade, mas na altura como a medicina não era muito evoluída, aquilo era o desconhecido e aberrações que repugnavam o público como os divertia ao mesmo tempo. Ninguém se preocupou o facto de aqueles pessoas se sentiam confortaveis, porque pelas fotos nenhuma delas se mostra sorridente, não sei se foi a intenção do fotografo, mas enfim. ALém do mais ele ficou famoso por devido aos maus dos outros o que detesto completamente.
ResponderExcluirHoje em dias existe algumas doenças expostas ali, muitas não têm ainda tratamento, outras com o tempo e com os tratamento desaparecem.
Dou graças a deus ser como sou, não sou perfeita claro, mas ver aquelas pessoas e ver o que sofrem até a mim me magoa.
Qualquer das formas, boa matéria ^^
Abraços
Olá Claudia, como vai? Realmente a sensibilidade é algo que me chama a atenção. Seus pensamentos são corretos. Temos que entender também que era outra época, mas o humanismo é algo inerente e aqui foi esquecido. Abraços e volte sempre que quiser :)
ExcluirDando uma passadinha. Adorei o Blog! Sucesso. (Primeiro comentário). lol
ResponderExcluirSem dúvida que a vida dessas pessoas era muito triste, ser atração de horror não pode fazer bem ao psiquismo de ninguém, e isso se admitirmos que não sofressem maus-tratos (o que não é nada de se duvidar), mas, só pra mostrar como sempre existem pontos de vista diferentes, lembro de um episódio de Supernatural (acho que é "Todos Amam o Palhaço") no qual Sam e Dean estão falando com um homem que dirige um parque de diversões e ele lhes conta que seu pai dirigia um "freak show" até isso ser proibido por razões humanitárias. "Então", continua ele, "todas aquelas pessoas perderam um ganha-pão honesto e passaram o resto de seus dias apodrecendo em hospitais ou asilos". Como parece muito improvável que a maioria dessas pessoas conseguisse um dia ter uma vida normal, a dúvida é sobre o que seria "menos pior" para elas. Triste situação. Abraços.
ResponderExcluirOi meu nome e camis e eu queria pedir sua permissão para postar suas histórias no meu perfil do wattpad com uma adaptação e com todos os créditos ao seu blog
ResponderExcluirOlá amigo. Tem a permissão. Grato!
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