Hoje é dia de cinema.
Esse curta nacional é muito bom. E o mais interessante é que ele não precisa de grandes efeitos ou de uma quantidade absurda de sangue para criar uma sensação de ameaça.
O Demônio Não Sabe Brincar acompanha Renata, uma mulher recém-saída da reabilitação que luta para recuperar a guarda dos filhos. Só que os problemas da vida real não são os únicos obstáculos no caminho dela.
Uma mãe faria qualquer coisa pelos filhos
A história parte de uma situação muito humana: uma mulher tentando reconstruir a própria vida e recuperar a convivência com os filhos.
É justamente essa fragilidade que abre espaço para o horror. Quando a personagem chega ao limite, a presença do Demônio deixa de parecer apenas uma ameaça externa e passa a funcionar como uma representação de tudo aquilo que ela está disposta a enfrentar.
O curta trabalha com uma ideia clássica do terror: o preço de conseguir aquilo que mais desejamos. E, nesse caso, o desejo tem um peso enorme.
A produção foi dirigida por Mabel Lopes e surgiu como uma websérie voltada para a internet. Registros da época descrevem o projeto como uma produção nacional de horror e indicam que o episódio piloto buscava viabilizar novos capítulos da série. O curta também apareceu posteriormente em mostras dedicadas ao horror brasileiro.
O demônio não precisa aparecer o tempo inteiro
Uma das qualidades do filme é justamente a construção da tensão. O terror não depende apenas da presença física da criatura. A situação da protagonista já é desconfortável antes mesmo que o sobrenatural entre completamente em cena.
Essa escolha combina muito com o que funciona melhor no terror psicológico: fazer o espectador imaginar o que pode acontecer antes de mostrar tudo.
E existe ainda uma camada interessante no próprio título. “Não sabe brincar” parece uma frase quase infantil. Colocada ao lado de um demônio, porém, ela ganha um significado muito mais ameaçador.
Quando o horror brasileiro aposta na ideia
O cinema de terror brasileiro tem uma longa história de produções independentes que trabalham com poucos recursos e compensam isso com criatividade. O Demônio Não Sabe Brincar pertence a esse universo.
O projeto foi exibido em iniciativas voltadas ao horror nacional e chegou a integrar uma sessão especial de cinema dedicada a produções brasileiras de gênero. Isso é importante porque mostra que o curta não ficou restrito ao circuito da internet: ele também passou a circular dentro de espaços de divulgação do cinema de horror brasileiro.
Quando o Quero Medo publicou esta indicação originalmente, o convite era simples: “clique abaixo para assistir”. Hoje preferimos preservar a recomendação, mas apresentar o filme de uma forma que não dependa de um player pesado dentro da página.
Vale assistir?
Com certeza.
O curta tem uma premissa simples, uma atmosfera pesada e uma proposta que funciona justamente por não tentar transformar o terror em espetáculo. Para quem gosta de descobrir produções nacionais antigas que passaram longe do grande público, é uma ótima peça de arquivo.
E existe um motivo adicional para colocá-lo novamente no Cinema Quero Medo: ele representa uma época em que muitos realizadores brasileiros estavam experimentando a internet como espaço para criar e distribuir histórias de terror.
O Demônio Não Sabe Brincar
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Porque alguns pedidos podem até ser atendidos.
O problema é descobrir quem vai cobrar a conta.
lol no final ela fez o contrato com o demo... nossa...
ResponderExcluirOlá Junior como vai? Obrigado pelos comentários! O interessante é que o final nos deixa uma dúvida. Entendeu as anotações? É complexo. fico feliz que tenha gostado abraços e volte sempre! :)
ExcluirE mesmo que coisa !
Excluirer... entao nao conheco essa "Carol" mas eu nao sou ela, eu sigo o seu blog desde 22 jun desse ano vc ate ja escreveu os agradecimentos no dia 23 de jun no seu post sobre o hotel assombrado.
ResponderExcluirPS: parabens por esse post, ficou muito bom, como sempre :)
Ops... Enganei! Desculpe. É que achei que seria um id seu duplo. Desculpe. Então seja bem-vinda a nova Carol e você Carolina já faz parte da casa (Prazer nosso). Obrigado pelos comentários e grande abraço. :) Que bom que gostou do filme. Se te agradou já fico feliz. O importante é isso. Até breve!
ExcluirMuito bom... Bem bolado, baseado numa situação verossímil (embora eu não ache isso indispensável numa boa obra de terror), sem depender de efeitos especiais, apenas de uma boa ideia, e deixa a critério do espectador decidir se a mulher está mesmo vendo o demônio ou se é tudo piração da cabeça dela. Ótimo curta!
ResponderExcluirCaro Marcos, é sempre bom ler seus comentários! Realmente não acredito que efeitos e sangue façam o terror. O terror está no enredo, no contexto e descrições. Muitas vezes uma árvore mexendo sozinha assusta mais do que uma cabeça cortada. Quanto ao filme em mim brilhou a mesma dúvida. Gostei das mudanças no seu template. Ficou ainda melhor, logo vou atualizar a sua postagem com as imagens novas. Abraços e volte sempre!
ExcluirSerá que pode chegar nos pés dos japoneses?
ResponderExcluirVai precisar de tempo, mas quem sabe um dia. Esperança..
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